Analistas apostam em alta mais moderada do juro

Expectativa é que Copom realize um aumento de 0,25 ponto porcentual na Taxa Selic na reunião desta semana

REUTERS

27 de outubro de 2008 | 09h20

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve passar a adotar aumentos mais moderados da taxa de juro, diante do agravamento da crise financeira de crédito e seus efeitos sobre a economia brasileira, mostrou pesquisa divulgada nesta segunda-feira. De acordo com levantamentio feito pelo próprio BC, com analistas e empresas no País, a expectativa é de dois aumentos consecutivos de 0,25 ponto porcentual cada da taxa Selic nas reuniões de outubro - que se encerra na quarta-feira - e de dezembro. Isso levaria a Selic para 14,25% ao final do ano, levemente abaixo dos 14,50% estimados na pesquisa anterior.   Veja também: Entenda os principais índices De olho na inflação, preço por preço Confira a evolução da Selic desde o início do governo Lula Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise Para 2009, entretanto, os analistas mantém a aposta que o juro estará em 13,50% em dezembro, o que implica em um período de manutenção do juro seguido por uma possível queda gradativa da taxa. Pesquisa da Reuters realizada na semana passada, das 23 instituições financeiras consultadas, 14 projetaram manutenção da Selic em 13,75% ao ano na reunião do Copom desta semana. Outras oito acreditam que haverá uma alta de 0,50 ponto e apenas uma estimou avanço de 0,25 ponto. Inflação em altaEm termos de inflação, os analistas consultados pelo Banco Central elevaram suas projeções para a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2008 e 2009. Para este ano, a estimativa é de uma inflação de 6,29%, ante 6,23% na pesquisa anterior. Para o próximo ano, a projeção é de uma alta de 5% do IPCA, ante 4,90% no levantamento passado. O governo definiu uma meta de inflação de 4,5% para os dois anos. A margem de variação é de 2 pontos porcentuais, para cima ou para baixo. O cenário traçado pelos economistas para a economia brasileira este ano, mas o quadro projetado para 2009 tem se deteriorado gradativamente. De acordo com a pesquisa, o Produto Interno Bruto (PIB) do país deve crescer 5,23% em 2008, mas a taxa de expansão prevista para o próximo ano foi reduzida mais uma vez, passando para 3,10%.

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