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Analistas apostam em manutenção da Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) define hoje o nível dos juros básicos da economia, e a maior parte dos analistas espera que a taxa Selic seja mantida em 18,5% ao ano. O risco de que a inflação supere o teto da meta deste ano, de 5,5%, e o fato de que o dólar, o risco país e o petróleo subiram desde a última reunião da instituição devem levar o Banco Central (BC) a optar pelo conservadorismo, mesmo num cenário em que o desempenho da economia é muito fraco. O anúncio de que o IGP-DI de maio ficou em 0,7%, um nível elevado, reforçou a expectativa de manutenção da Selic. O economista-chefe do banco ING, Marcelo Salomon, diz que a ata da reunião de abril mostrou a preocupação do Copom com a propagação dos choques de oferta - como o reajuste dos preços administrados (combustíveis e tarifas) - sobre os outros preços da economia, e também com a possibilidade de não cumprir a meta. "De lá para cá, o dólar subiu de R$ 2,32 para R$ 2,483, e o risco país pulou de 730 para 940 pontos. Além disso, como o petróleo permanece em níveis elevados, tudo indica que o BC vai manter a Selic." O deputado Delfim Netto (PPB-SP) não espera mudanças nos juros. Para ele o BC vai manter o juro em 18,5% ao ano ou baixar 0,25 ponto percentual, "o que praticamente dá na mesma". Segundo ele, "a inflação acumulada em 12 meses está rodando a 8%, bem acima do teto da meta deste ano, de 5,5%. O BC tem apenas oito meses para cortar 2,5 pontos percentuais e reduzir o índice médio para 0,31% até o fim do ano." Em 2001, a inflação média ficou em 0,68% entre maio e dezembro. O economista-chefe do banco Lloyds TSB, Odair Abate, diz que há espaço para o BC reduzir a Selic em 0,25 ponto, mas não acredita que isso vá ocorrer, por causa do conservadorismo da ata de abril e da recente alta do dólar e do petróleo. Para ele, é possível cortar os juros porque a velocidade de recuperação da economia é mais lenta do que se supunha e porque uma queda discreta da Selic não vai pressionar a demanda. Além disso, ele entende que os juros reais (descontada a inflação) estão muito altos. O economista Marcel Solimeo, da Associação Comercial de São Paulo, não concorda que manter os juros possa segurar a inflação, que, segundo ele, é provocada por preços administrados. "A taxa de juro não segurou o reajuste dos combustíveis, não segurou as tarifas de energia e não vai segurar tarifa nenhuma. Então vai segurar o quê?" O horário da reunião do Copom foi antecipado para as 11 horas, por causa de uma viagem que o presidente do BC, Armínio Fraga e o diretor de Política Econômica da instituição, Ilan Goldfajn, farão à Espanha.

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