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Analistas apostam em processadoras de carnes para o terceiro trimestre 

Analistas afirmam que, para o terceiro trimestre, alguns setores podem ter impacto da guerra comercial entre Estados Unidos e China, e de medidas para estimular a economia brasileira

Broadcast de olho nas ações, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2019 | 05h00

O fim da temporada de balanços referentes ao segundo trimestre de 2019 direcionou muitas das mudanças nas carteiras de recomendações das corretoras para a próxima semana. Os analistas afirmam que, para o terceiro trimestre, alguns setores podem ter impacto da guerra comercial entre Estados Unidos e China, e de medidas para estimular a economia brasileira.

Na visão de André Silva, analista da MyCap, os números do segundo trimestre trouxeram poucas surpresas. As maiores, segundo ele, vieram das companhias aéreas, por conta da saída da Avianca Brasil do mercado, e das processadoras de carnes, por conta do surto da peste suína africana.

“Passado o período, nos restará seguir o ambiente econômico, que a cada dia vem apresentando dados que alimentam os temores por uma recessão mundial. Há também as preocupações com a extensão dos conflitos comerciais entre China e EUA e as eleições na Argentina, que até o momento indicam uma grande mudança política e possivelmente econômica”.

Neste cenário, ele afirma que os setores de varejo, alimentos e grandes exportadoras ficam no radar, pois podem deslanchar no curto e médio prazo. Ele recomenda ainda ficar de olho nas estatais, por conta do movimento de privatizações.

Pedro Galdi, da Mirae Asset, ressalta que no geral, os resultados de empresas voltadas para atender o mercado doméstico vieram prejudicados, exceto alguns casos influenciados por itens não operacionais. “A condição de engessamento da economia e o grande número de inadimplentes são barreiras para o consumo, e isso apareceu nos balanços”, explica.

Para o terceiro trimestre, o analista aposta nas processadoras de carnes. Ele espera que JBS, Marfrig, Minerva e BRF apresentem bons resultados.

A Mirae inclusive fez duas alterações na sua carteira para a próxima semana, e uma delas, a entrada de B3 ON, foi baseada nos números do segundo trimestre. Segundo a corretora, o resultado foi bom e sem surpresas. A outra ação inserida nas recomendações foi Petrobrás PN, muito por conta da expectativa de mudanças na estrutura de capital da companhia, com continuação do processo de desinvestimentos.

A Guide fez três mudanças para a próxima semana, com as entradas de Cemig PN, Banrisul PNB e Vale ON. No caso da estatal mineira de energia, os analistas da corretora afirmam que a expectativa para os próximos dois anos é de melhora operacional e desalavancagem financeira com a gestão do governador Romeu Zema.

A XP Investimentos fez duas alterações em sua carteira, com as saídas de EDP Energias do Brasil ON e Vale ON, e as entradas de Copel PNB e JBS ON. Sobre a elétrica paranaense, os analistas destacam que a ação está muito descontada, e destacam as iniciativas tomadas para reduzir custos, potenciais ganhos com a venda da Copel Telecom e redução do endividamento.

A MyCap fez quatro mudanças, com as entradas de Eletrobras ON, CCR ON, Cosan ON e JHSF ON. O Modalmais fez duas alterações, inserindo Itaúsa PN e BRF ON.

O Santander também fez duas mudanças em sua carteira, tirando Iguatemi ON e Vale ON, e as entradas de CPFL ON e JBS ON. A Nova Futura trocou toda a carteira, composta por Ambev ON, CVC ON, Hypera ON, IRB Brasil Re ON e SLC Agrícola ON. / Renato Carvalho 

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