André Dusek/Estadão
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Analistas aumentam projeção para inflação e preveem menor retração do PIB

Novo presidente do BC, Ilan Goldfajn, já apresentou um discurso duro em relação ao cumprimento da meta de inflação, mas não estabeleceu prazos para entregar a tarefa

Célia Froufe, Agência Estado

13 Junho 2016 | 09h48

BRASÍLIA - Depois da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) comandada por Alexandre Tombini, o mercado financeiro revisou suas projeções para o IPCA de 2016 para cima, saindo de 7,12% para 7,19%. Um mês atrás estava em 7,00%. Por outro lado, os analistas voltaram a apresentar otimismo sobre a contração da economia brasileira. As previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2016, a mediana das projeções continua em queda de -3,60% ante -3,71% da semana passada. 

O novo presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, já apresentou um discurso duro em relação ao cumprimento da meta, mas não estabeleceu prazos para entregar a tarefa. Até então, a cúpula do BC mirava o centro em 2017 e se comprometia a entregar o índice dentro da banda de tolerância este ano.

A inflação suavizada 12 meses a frente também teve leve recuo pela 10ª vez seguida, passando de 5,94% para 5,91% de uma semana para outra - há um mês, estava em 6,09%. Depois do resultado mais alto do que o previsto da inflação de maio, as estimativas do mercado para o índice de junho permaneceram em 0,33% (quatro semanas antes estavam em 0,31%).

Além da inflação, Goldgajn também afirmou que haverá "respeito ao regime de câmbio flutuante", o que levou operadores a apostarem que o BC deve ser menos propenso a intervir no câmbio.

Diante disso, as estimativas para o dólar caíram a 3,65 reais e 3,81 reais para 2016 e 2017 respectivamente, contra 3,68 e 3,85 reais na semana anterior.

Juros. O relatório também passou a apresentar uma expectativa de baixa mais certeira, e menos intensa, da Selic para este ano. No documento, a mediana das expectativas para a taxa básica de juros de 2016 saiu de uma divisão de 12,88% ao ano (aa) para 13,00% aa, o mesmo patamar observado na pesquisa Focus um mês atrás.

Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano, como ratificado pela diretoria do BC na semana passada. / COM INFORMAÇÕES DA REUTERS 

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