Analistas avaliam decisão da Moody´s

A agência de classificação de riscos Moody´s anunciou, em Nova York, que elevou a classificação máxima para os papéis (bônus e notes) brasileiros em moeda estrangeira de B2 para B1 e a classificação máxima do País para os depósitos bancários de B3 para B2. Os bônus com rating B2 da República do Brasil e do Banco Central do Brasil também foram elevados de B2 para B1. Os bônus denominados em moeda local da República do Brasil e do Banco Central foram revisados em alta, evoluindo de B3 para B1. De acordo com a apuração da editora Patricia Lara, o upgrade reflete o ponto de vista da Moody´s de que a contínua expansão econômica moderada com inflação baixa é sustentável no médio prazo. Paralelamente, a agência cita que a combinação de disciplina fiscal e taxas de juro mais baixas contribuiu para melhorar o cenário. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a subir 1,29% com a informação, mas recuou e há pouco registrava alta de 0,55%. De acordo com Nicolas Balafas, diretor de renda variável do BNP Asset Management, o mercado já trabalhava com essa classificação. "Por isso, a reação que se viu nos negócios foi apenas momentânea", explica.Júlio Ziegelmann, diretor de renda variável da BankBoston Asset Management, acredita que o mercado não deve apresentar nenhuma reação em função da notícia que já era esperada. De acordo com o executivo, o fato é positivo, mas a questão no Oriente Médio, que deixa o preço do petróleo instável, é de fato o fator mais importante no cenário brasileiro hoje.O economista-chefe da ABN Amro Asset Management, Hugo Penteado, avalia que os efeitos da notícia são de curto prazo. "O mercado pode até operar mais positivo em função do novo rating, mas as perspectivas para a Bolsa e juros até o final do ano não foram alteradas".

Agencia Estado,

16 de outubro de 2000 | 12h51

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