Analistas comemoram PIB e destacam necessidade de investimento

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ? soma de todas as riquezas produzidas no país ?, anunciado nesta terça-feira pelo IBGE, confirma a recuperação econômica do país, mas sua sustentabilidade depende de investimentos em infra-estrutura na opinião de economistas de Nova York ouvidos pela BBC Brasil.Paulo Leme, diretor para América Latina do Goldman Sachs, em Nova York, louva os dados positivos sinalizados pela economia brasileira, mas diz que, sem investimentos em infra-estrutura, a expansão pode ser minada. ?Essas deficiências ou gargalos na infra-estrutura, sejam por portos, estradas, transporte, inclusive energia elétrica, podem ser obstáculos ao crescimento ou a sustentabilidade do crescimento acima de 4,5% a 5% num período de 18 meses?, afirma.A opinião é compartilhada por Paulo Vieira da Cunha, economista-chefe para América Latina do HSBC, em Nova York, que alerta que a falta de investimentos em infra-estrutura e de um aumento na produtividade afetará a capacidade de oferta da economia.Demanda internaOs números divulgados hoje (veja mais informações nos links abaixo) dão esperança de que o País possa superar crescimento pífios das décadas passadas. Nos anos 80, a taxa média de crescimento do País, segundo o IBGE, foi de 1,57%. Nos anos 90, 2,65%.?Esse deixou de ser um processo de recuperação estritamente pelo setor externo, começando a ter sinais muito encorajadores da demanda interna, em particular, o consumo privado como resultado da recuperação do emprego, da massa salarial real e do crédito financeiro ao setor privado?, diz.Leme prevê um crescimento de 4% para o ano, mas ele diz que não ficaria surpreso se essa cifra fosse revisada para cima. De acordo com o relatório semanal do Banco Central, a expectativa do mercado é, em média, de um aumento anual de 3,97%. Cunha é mais otimista e prevê uma alta de 4,8% do PIB neste ano.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.