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Analistas: Copel desbanca Cesp

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) e a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) devem se destacar neste ano por estarem em processo de privatização. No entanto, analistas de mercado já elegeram as ações da Copel como as mais recomendadas para o investidor por terem expressivo potencial de valorização e representarem uma empresa consolidada e com bons resultados financeiros.Segundo Marcos Severine, da Sudameris Corretora, a empresa tem pequeno índice de perda de energia, boa qualidade e foi a primeira a fechar contratos com consumidores livres. O preço-alvo da Sudameris para as ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Copel é de R$ 22,50 por lote de mil - sem prazo definido para que essa meta seja atingida. A projeção indica uma valorização de 40,8% em um ano. Para as ações preferenciais tipo B (PNB, sem direito a voto), o preço-alvo da corretora é de R$ 25,05 - também sem definir prazo- o que representa uma alta de 40,4%. As projeções feitas pelo Banco Brascan são um pouco mais conservadoras. Pelos cálculos do analista André Segadilha, a ação ON pode chegar a R$ 18,50 e a PNB pode atingir R$ 23,00, o que representaria valorização de 15,7% e 28,9%, respectivamente. Analista do Sudameris recomenda venda de papéis da CespO receio em relação aos papéis da Cesp deve-se ao fato de a companhia não Ter conseguido vender suas ações no primeiro leilão, realizado em dezembro do ano passado. As empresas interessadas desistiram na última hora, e o leilão foi adiado.Para Severine, da Sudameris, os papéis da Cesp na Bolsa já estão acima do preço-alvo e devem ter uma pequena queda nos próximos meses. A recomendação dele é de venda. Na opinião de Segadilha, do Brascan, a Cesp ainda tem algum potencial de alta, mas que é bastante pequeno se comparado ao da Copel. "Quem tem ações da Cesp deve mantê-las, mas quem não tem deve comprar Copel ou Cemig." Endividamentos e lucros das companhias dão vantagem à Copel Uma das grandes diferenças entre as duas companhias é o endividamento. Segundo o Brascan, enquanto a Copel deve R$ 1,3 bilhão, a Cesp tem um débito de quase R$ 7 bilhões, sendo a maior parte em moeda estrangeira. Outro ponto importante de distinção é o lucro esperado. O analista Osvaldo Teles, da BBV Corretora, acredita que a Copel lucrará R$ 432 milhões em 2000 e R$ 785 milhões em 2001. No entanto, para ele, a Cesp terá prejuízo de R$ 90 milhões em 2000 e lucro de apenas R$ 236 milhões neste ano.

Agencia Estado,

16 de janeiro de 2001 | 09h10

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