Analistas: desaceleração em papel

Analistas de mercado apontam uma desaceleração na influência positiva que a proximidade das eleições causa nas companhias de papel e transportes. David Wheeler, do Bear Stearns, reitera a tendência apresentada pelo diretor de relações com investidores da Marcopolo, Carlos Zignani. "O aumento de receita por conta das eleições será menor este ano, já que a maioria das companhias de ônibus que servem as cidades foi privatizada." Segundo o analista, a privatização é um fator limitador, à medida que diminui a influência dos prefeitos nas decisões sobre a renovação de frotas. A analista Catarina Pedrosa, da BBVA Corretora, lembrou que "o aumento de vendas do setor de papel existe, mas não é altamente significativo". De acordo com ela, a propaganda eleitoral por meio da distribuição de folhetos foi muito forte no passado. A analista-chefe da Fator Doria Atherino Corretora, Lika Takahashi, lembrou que a elevação de receita no setor de saneamento acaba ocorrendo em empresas que fornecem material para redes de água e esgoto. "Não estou vendo um incremento de obras grande da Sabesp este ano mas, se a companhia decidir investir, terá primeiro de fazer a encomenda", exemplificou. Segundo ela, o consumo desse setor não apresenta grandes variações.

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