Analistas descartam estagflação nos EUA

Desaparecido por muito tempo, o temor de uma estagflação - estagnação econômica acompanhada de inflação elevada - nos Estados Unidos voltou a atormentar os mercados financeiros. Quem trouxe a questão de volta à tona foi o ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) Alan Greenspan, que no domingo disse que seus indícios começam a aparecer. "Estamos começando a perceber não uma estagflação, mas seus primeiros sintomas?, disse ele. Entre analistas, a palavra ainda é considerada forte demais, ao menos neste momento. Como explicou Tim Drayson, economista do banco ABN Amro em Londres, num ambiente recessivo, os bancos centrais podem usar a política monetária para tentar fortalecer a atividade econômica. "Mas, numa estagflação, os juros não podem cair, talvez tenham até de subir. Por isso, sua superação leva muito mais tempo?, disse Drayson. Ele acredita que a economia americana vai escapar de uma estagflação clássica, como a ocorrida na década de 70, embora observe que os riscos de que ocorra aumentaram recentemente.Para o economista-chefe da Standard and Poor?s, David Wyss, "classificar de estagflação é uma distorção?. ?Há a preocupação com inflação agora, mas na década de 1970 havia inflação em 10% e crescimento em 1%?, comentou. "As pessoas rezavam naquele momento para que o quadro fosse igual ao que temos hoje, uma vez que temos 2% de núcleo de inflação e a percepção é de que o crescimento dos EUA vai ficar pouco abaixo de 2% no fechamento de 2008?, acrescentou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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