Analistas divergem sobre venda das ações da Telesp

As ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da Telesp reapareceram, na semana passada, na primeira prévia da carteira teórica do Ibovespa - Índice que mede a valorização das ações de empresas mais negociadas na Bolsa de Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) - para o período de setembro a dezembro. A participação ficou prevista para 0,52%. Os analistas têm opiniões divergentes sobre qual deve ser a decisão dos investidores que não efetuaram a troca das ações por por Brazilian Depositary Receipts (BDRs) da Telefónica. Há quem acredite que a venda do papel é a melhor opção para o investidor. Isso porque, explica Jacqueline Lison, analista de Telecomunicações da corretora Fator Doria Atherino, mesmo que volte para o Ibovespa, o papel não terá liquidez - facilidade de negociação.Os analistas do Banco Brascan, Susana Salaro e Jair Santiago afirmam que o acionista deve aguardar a nova composição do Índice para se desfazer da ação. Se realmente voltar a ser negociado no Ibovespa, o papel poderá ser vendido por um valor acima do atual, diz Susana. Na sexta-feira, foram realizados 136 negócios com a ação Telesp PN, que ficou cotada por R$ 29,11 (lote de mil). Vale lembrar que, antes da sua saída do Ibovespa, o papel no dia 3 de março foi negociado por R$ 64,49, a máxima do ano. Já caiu 54,86%.

Agencia Estado,

07 de agosto de 2000 | 12h41

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