Analistas divididos sobre decisão do Copom

O mercado financeiro começa a semana atento a fatos importantes que acontecem na quarta-feira, dia 14: o anúncio do Produto Interno Bruto (PIB) referente ao quarto trimestre; a escolha dos presidentes da Câmara e do Senado; e a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Sobre o resultado da reunião do Copom, que pode indicar mais uma redução na taxa básica de juros (Selic), os analistas não têm um consenso. Há quem diga que o corte pode ser de 0,25 ponto porcentual. Mas alguns, preocupados com uma possível pressão nos índices de inflação, acreditam que o Comitê deve decidir por manter a taxa nos atuais 15,25% ao ano. A apreensão dos analistas é justificada pelo forte aquecimento da economia brasileira. Para se ter uma idéia, o nível de produção industrial cresceu 6,5% em 2000 e as vendas da indústria aumentaram 10,75% - a maior taxa de crescimento anual da série Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Também o Indicador de Movimentação Econômica (Imec/Fipe-Estadão) - demonstrativo do ritmo da atividade da economia levando em conta dos do crédito, transporte e consumo de energia e gasolina - apontou um crescimento de 5,8% em 2000, na comparação com o ano anterior. De acordo com economistas, o aquecimento econômico é percebido também por um aumento da demanda, tanto por produtos importados como nacionais, e isso prejudica ainda mais o saldo da balança comercial, ou seja, as importações acabam registrando um volume maior que as exportações. Esse cenário, aliado a uma recuperação de renda e emprego, pode provocar pressões inflacionárias. A forma que o governo pode adotar para garantir que a meta de inflação de 4% para esse ano seja cumprida é segurar, em parte, a queda dos juros. Veja a abertura do mercado financeiro A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 0,36%. O dólar comercial está cotado a R$ 1,9830 na ponta de venda dos negócios - leve alta de 0,05% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 15,665% ao ano, frente a 15,657% ao ano registrados na sexta-feira. Veja mais perspectivas para a semana no mercado financeiro no link abaixo.

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