Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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Coluna

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Analistas do mercado passam a prever tombo de 5,52% para o PIB neste ano, sétima melhora seguida

Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, traz projeção de inflação de 1,67% neste ano 

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2020 | 10h08

BRASÍLIA - Os economistas do mercado financeiro reduziram a previsão para o tombo do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020, revisando a estimativa de uma redução de 5,62% para 5,52%. Essa foi a sétima semana seguida de melhora do indicador.

A projeção faz parte do boletim de mercado, conhecido como relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira, 17, pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País e serve para medir a evolução da economia.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia de covid-19, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão. Nas últimas semanas, porém, indicadores têm mostrado o início de uma retomada da economia brasileira.

Na semana passada, o BC divulgou o resultado do IBC- Br do segundo trimestre deste ano. O indicador, considerado uma 'prévia do PIB' do Banco Central, projetou um tombo de quase 11% na atividade econômica brasileira no período, sinalizando o início de uma recessão.

Para 2021, a expectativa do mercado financeiro de crescimento do PIB foi mantida em 3,50%.

Inflação abaixo de 2%

Segundo o relatório divulgado pelo BC nesta segunda-feira, os analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação para 2020 de 1,63% para 1,67%.

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro manteve em 3% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Taxa básica de juros

Após a queda para a mínima histórica de 2% ao ano na semana passada, o mercado segue prevendo manutenção da taxa básica de juros da economia, a Selic, nesse patamar até o fim deste ano.

Para o fim de 2021, a expectativa do mercado recuou de 3% para 2,75% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem, mas em menor intensidade.

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