Analistas duvidam de aumento de 30% para energia

A perspectiva de que a tarifa de energia seja elevada em 30% no próximo ano - informação que consta da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) - não mudou a projeção dos analistas em relação ao ganho com as ações de empresas do setor. O principal motivo é que eles consideram o aumento de 30% exagerado e que este porcentual não deverá de fato ser implantado. De acordo com cálculos da administradora dos fundos de energia e analista do setor de energia da Fator Dória Atherino, Isabel Lemos, o reajuste deve ser de, no máximo, 20%. O cálculo para o reajuste da tarifa de energia tem como base o Índice Geral de Preços do Consumidor (IGPM) apurado nos 12 meses anteriores ao mês de reajuste da tarifa. Além deste índice, o cálculo leva em conta os custos não-gerenciáveis - variação cambial, energia adquirida de Itaipu, além do resultado da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). Trata-se de uma conta criada para subsidiar a operação de usinas térmicas, cujo o valor é rateado entre as empresas do setor elétrico. A partir deste ano, com a situação de racionamento, o aumento das tarifas de energia será complementado com um reajuste extraordinário. "Este porcentual ainda não está decidido, mas o que se espera é que fique em torno de 5%", afirma a analista do setor elétrico e de saneamento da Itaú Corretora, Luciana Puccetti. Para Isabel Lemos, a tarifa de energia deve ser reajustada em um porcentual entre 18% e 20%. A analista cita o exemplo da Cemig, cuja tarifa será reajustada em abril do próximo ano. "Somando-se o reajuste extraordinário à alta da inflação medida pelo IGPM e descontando-se a queda do dólar acumulada nos últimos dias, a projeção é que a tarifa da Cemig tenha uma elevação de 15%, muito diferente da perspectiva traçada pelo BC", afirma.

Agencia Estado,

07 Dezembro 2001 | 13h54

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