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Analistas esperam alta da Selic

A maioria dos analistas aposta que o Comitê de Política Monetária (Copom) vai elevar hoje a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto porcentual, passando de 16,25% para 16,75% ao ano. Das 11 instituições consultadas pelo jornal O Estado de S. Paulo (veja link abaixo), dez acreditam numa alta dessa magnitude. A contínua alta do dólar, o possível reajuste dos preços dos combustíveis em julho, a elevação da tarifa de ônibus em São Paulo e o impacto da crise energética sobre a economia justificam a elevação da Selic, segundo os analistas. Para o economista Celso Toledo, da consultoria MCM, surgiram vários fatores que justificam uma alta da Selic desde a última reunião do Copom, como a alta do dólar. A moeda, que estava cotada abaixo de R$ 2,20, fechou ontem em R$ 2,324, acumulando valorização de 19,12% no ano. O temor é que a desvalorização seja repassada para os preços. Crise de energia e inflaçãoAlém disso, há a questão da crise energética. Embora o racionamento se trate de um choque de oferta, Toledo entende que o Copom deve impedir os efeitos secundários na economia, evitando, por exemplo, que as empresas repassem os prováveis aumentos de gastos com energia para os preços. "Além disso, a expectativa quanto à inflação subiu, e os combustíveis devem aumentar em julho." O economista do BBV Banco Luis Afonso Lima também aposta numa alta de 0,5 ponto porcentual. Ele lembra que, se o dólar e o petróleo continuarem nos mesmos níveis de hoje, a elevação dos combustíveis na refinaria em julho pode ficar em 10,19% - na bomba, o aumento médio é de 80% desse porcentual.O economista-chefe do Banco Santander, André Loes, é outro que defende uma elevação de 0,5 ponto porcentual. Além da alta do dólar e dos efeitos do racionamento, ele cita ainda a pressão causada pelo aumento da tarifa de ônibus em São Paulo e a perspectiva de reajuste dos preços da água nos próximos meses. Por conta disso, ele revisou a estimativa para o IPCA neste ano, de 4,4% para 5,4%.Opinião contrária A diretora da MB Associados, Tereza Fernandez, destoa da maior parte do mercado, e defende a manutenção dos juros em 16,25% ao ano. Para ela, a economia está desacelerando-se desde março, o que alivia possíveis pressões sobre os preços. Além disso, a tendência da inflação não mudou de forma dramática. "Mas isso é a nossa opinião técnica. Hoje, parece mais provável que o Copom aumente os juros em 0,5 ponto."

Agencia Estado,

23 de maio de 2001 | 08h54

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