Analistas esperam IPCA entre 0,52% e 0,80%

A pressão da desvalorização cambial sobre os preços no varejo, principalmente nos alimentos, deve fazer com que a taxa de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro feche em alta de 0,52% a 0,80%. A previsão é de economistas e analistas do mercado financeiro, ouvidos hoje pela Agência Estado. O índice será divulgado amanhã às 9h30 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), no Rio de Janeiro. Em agosto, o IPCA fechou em alta de 0,65%. A dispersão nas projeções do mercado pode ser explicada pelo fato de a taxa de inflação de setembro já estar livre das pressões das tarifas públicas, mas estar sendo bastante afetada pelo repasse da desvalorização cambial para os preços dos alimentos. "Eu espero uma taxa de 0,55% para o IPCA, mas se vier um pouco acima não é para se surpreender, porque há a pressão do câmbio", diz o economista Wilson Ramião, do Lloyds TSB. Na Caixa Econômica Federal (CEF), de acordo com o coordenador de macroeconomia da Área de Cenários, Edson Luiz Soares, a previsão é de que o IPCA de setembro feche com uma taxa de 0,69%. Ele também inseriu nos seus cálculos uma taxa maior de pressão dos alimentos. em função da passagem do câmbio para os preços no varejo. Já o analista Juan Jensen, da Tendências Consultoria Integrada, prevê um recuo do índice, de 0,10 ponto porcentual na taxa de inflação de setembro para 0,55%, contra 0,65% registrado em agosto. Na opinião do analista, os alimentos deverão pressionar menos, refletindo o fim da entressafra de alguns produtos.

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