Analistas esperavam queda do desemprego em outubro

Em outubro, a taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) ficou estável em 16,9% da População Economicamente Ativa (PEA) - potencial de mão-de-obra com que pode contar o setor produtivo, isto é, a população ocupada e a população desocupada. No entanto, a expectativa dos técnicos da Fundação Seade e do Dieese, responsáveis pela a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), era de alguma redução no desemprego neste mês que tradicionalmente favorece as contratações. "A estabilidade do número mostra que o mercado interno não cresceu o que deveria", disse Marisa Hoffmann, do Dieese. Em outubro de 2004, a taxa de desemprego estava em 17,6%. O setor de serviços, que representa 52% do total dos empregos na RMSP, continuou a dar o tom negativo no mercado de trabalho. Reduziu 77 mil ocupações em outubro, contra um aumento de 32 mil vagas na indústria, 24 mil no comércio e 17 mil no chamado "outros setores", que inclui empregos na construção civil e serviços domésticos. Perspectivas De acordo com Alexandre Loloian, coordenador de análise do Dieese, a tendência para os próximos meses é mais positiva. Isso porque, apesar de toda a conjuntura econômica desfavorável, a taxa de desemprego não está aumentando, e os empregos criados são de boa qualidade, com carteira assinada. Inflação corrói ganho O rendimento médio real dos ocupados em setembro, medido pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da Fundação Seade e do Dieese, recuou 1% sobre agosto, para R$ 1.071,00, após três meses em alta. A massa de rendimentos dos ocupados, no mesmo período, caiu 1,4%. Segundo Loloian, coordenador de análise da Fundação Seade, o recuo reflete muito mais a retomada da inflação do que a diminuição dos rendimentos nominais.

Agencia Estado,

23 Novembro 2005 | 15h34

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