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Analistas europeus elogiam emissão de bônus pelo Brasil

Analistas europeus acreditam que a forte demanda pela emissão de US$ 1,25 bilhão em bônus globais brasileiros, fechada terça-feira, reforça o clima de otimismo em relação ao País e mostra mais uma vez a habilidade da equipe econômica de aproveitar as "janelas de oportunidade" para a captação externa."Trata-se de segunda emissão neste ano e é mais um indício de que os mercados estão cada mais confiantes que o impacto da Argentina no Brasil continuará limitado", disse diretor do departamento de economia internacional do banco espanhol Caja Madri, José Ramón Díez. "Os investidores estão diferenciando cada vez mais as economias latino-americanas que apresentam posições mais sólidas, como o Brasil e o México."O analista espanhol também elogiou "a inteligência" das autoridades brasileiras de aproveitarem o ambiente favorável para o País para promover a captação. "Nos próximos meses, o risco político criado pela sucessão presidencial poderá eventualmente dificultar o acesso do Brasil ao mercado internacional e o Brasil está aproveitando este momento para criar um colchão financeiro", disse."O principal fator de risco para o Brasil a partir de agora é a eleição presidencial e, caso não surja uma candidatura unificada dos partidos da base governista até julho, os mercados vão ficar mais temerosos com o resultado do pleito, o que por sua vez poderá elevar o custo de captação."O vice-presidente da corretora Brunswick Direct, Paul Luke, também considerou positivo o resultado da emissão de bônus globais. "Ficamos surpresos, pois não esperávamos que a emissão ocorreria antes da reunião do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que ocorre neste final de semana em Fortaleza", afirmou Luke. "Apesar do spread de 738 pontos-base ser um preço alto, o sucesso da operação é uma prova do momento favorável ao Brasil no mercado".O analista acrescentou que várias instituições financeiras, inclusive a sua corretora, estão aconselhando os investidores a aumentarem a exposição aos papéis brasileiros em suas carteiras. Luke disse que o mercado internacional vive um momento muito propício para emissões de títulos soberanos e corporativos. "Há muita liquidez no mercado e o Brasil soube aproveitar bem esses ventos favoráveis".

Agencia Estado,

06 de março de 2002 | 17h35

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