Analistas europeus não crêem em acordo substancial do Brasil com o FMI

O gerente para o fundo de mercados emergentes do Commerz Asset Management (CAM), Harald Eggerstedt, a exemplo da maioria dos analistas europeus, acredita ser improvável que o Brasil feche um acordo substancial com o FMI antes das eleições. Mas, em contrapartida, o analista não concorda com o crescente número de pessoas que consideram que a atual crise que assola o Brasil não poderá ser revertida antes de outubro.O CAM é a unidade de gerenciamento de ativos do banco alemão Commerz e controla mais de ? 125 bilhões em seus portfólios. "Conforme nos aproximarmos das eleições, os programas de todos os candidatos obrigatoriamente ficarão muito mais claros e os mercados, da mesma maneira que ficaram nervosos nas últimas semanas, poderão rapidamente de recuperar, seja quem for que estiver à frente das pesquisas", disse Eggerstedt à Agência Estado. "O grande desafio para o governo será o de resistir à forte pressão que estamos vendo hoje até que as coisas comecem a se acalmar. Mas acredito que a equipe econômica vai manter a casa em ordem para continuar a ser associada até o fim às conquistas dos últimos anos, como o controle inflacionário".O analista salientou que o FMI, pressionado pelo governo dos Estados Unidos, está adotando a máxima cautela ao oferecer ajuda a países em dificuldades. "No caso do Brasil, acredito que um apoio substancial somente será possível se houver um comprometimento coletivo de todos os candidatos", disse. "Mas acho isso improvável, pois vai contra a própria natureza da campanha eleitoral." Segundo Eggerstedt, o FMI poderá até vir a fazer novas declarações de apoio ao País nas próximas semanas ou alguma concessão no que se refere ao nível mínimo de reservas do País.

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