Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Analistas fazem mudanças pontuais em suas carteiras

Busca de otimização por investimentos faz com que carteiras sofram ligeiras alterações

Fátima Laranjeira, O Estado de S. Paulo

09 Setembro 2017 | 07h25

Os analistas de corretoras e gestoras fizeram mudanças pontuais em suas carteiras esta semana, buscando otimizar investimentos com oportunidades de ganho na Bolsa. A XP optou por trocar a empresa de ferrovias Rumo pelo Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul). “Vemos uma assimetria positiva para bancos públicos dentro do setor financeiro. As perspectivas mais positivas d a economia, em conjunto com a gradual redução da percepção de risco, nos levam a acreditar que as ações do Banrisul possam performar melhor do que os pares”, avaliam os analistas.

Eles afirmam ainda que a performance da ação do Banrisul está “atrasada”. “Tendo em vista que as perspectivas para os fundamentos permanecem promissoras, acreditamos que o papel pode ter uma performance melhor do que seus pares e o índice”, ressaltam. A Guide Investimentos tirou a CCR e colocou a Cesp PNB em sua carteira semanal. “Em nossa visão, criou-se oportunidade interessante de curto prazo para Cesp e vemos valor a ser destravado, em função do leilão de privatização a ser realizado no final do mês de setembro.” Na avaliação deles, o papel, que fechou nesta sexta-feira em R$ 14,70, é negociado abaixo do piso definido pelo governo para o leilão de privatização (R$ 16,80), do seu valor patrimonial, com um desconto de 30%, e do preço alvo projetado pelo mercado (em 22%).

Sobre a empresa de concessões CCR, eles avaliam que teve performance positiva no período, mas não o suficiente para superar o Ibovespa. “Optamos por buscar ativos com melhores oportunidades de ganhos no curto prazo. Para o médio/longo prazo, mantemos uma visão positiva para o papel e acreditamos que a companhia ainda deve se beneficiar das políticas adotadas para a retomada dos investimentos em infraestrutura.”

Já a gestora Quantitas retirou a Cia. Hering de sua carteira, após a forte performance da ação nas últimas semanas - em um mês, o papel subiu 24,79% - e colocou Hypermarcas. “É uma excelente empresa, com expectativa de mostrar um ótimo resultado no terceiro trimestre, e que negocia com múltiplos inferiores aos seus pares globais”, salienta o analista Wagner Faccini Salaverry, se referindo ao indicador que auxilia a avaliar se determinada ação estaria cara ou barata.

O mercado fica atento esta semana às ações da JBS, após os novos acontecimentos envolvendo a delação dos executivos do Grupo J&F, controlador da empresa, que podem acelerar mudanças no comando da companhia.

Para Vitor Suzaki, da Lerosa, fica cada vez mais forte a expectativa de destituição dos membros da família Batista de cargos diretivos e do conselho de administração da companhia, com um posicionamento cada vez mais incisivo para isso do acionista BNDES.

Após a divulgação dos novos áudios de Joesley Batista, a Lerosa acredita que a expectativa é de uma maior governabilidade de Temer em um primeiro momento, até mesmo em uma eventual segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o procurador-geral Rodrigo Janot, implicando em maiores possibilidades de aprovações de votações fiscais importantes, em especial a da Previdência. “Este rearranjo da base aliada é importante, tanto pelo timing, com expectativas de que as reformas tenham que ser votadas até o final do ano, como para a continuidade de Temer”, diz Suzaki.

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