Analistas indicam a venda de ações da Telesp

Entre escolhas possíveis, a venda dos papéis é a principal indicação dos especialistas. A recomendação recai, em especial, sobre os minoritários, detentores compulsórios que receberam as ações quando adquiriram uma linha do plano de expansão. O acionista pode ainda trocar essas ações pelos Brazilian Depositary Receipts (BDRs) da Telefónica. A outra alternativa é ficar com as ações depois de terminado o prazo final para a troca, dia 30.Quem optou pela venda das ações, basta procurar uma das agências dos bancos participantes do programa e pagar uma taxa de corretagem média de 3%. O acionista pode usar o mecanismo de troca por BDR seguida de venda dos papéis oferecido pelo Bradesco. O banco vai reunir ações de minoritários, compor BDRs e vendê-los depois do término da operação de troca, na sexta-feira. O valor obtido na venda será repartido de acordo com a participação de cada acionista.Veja mais detalhes da operação no link abaixo. Saiba qual o momento certo para vender as ações Se é quase uma unanimidade vender as ações, o momento correto para a operação é discutível. Além isso, há indicações para uma troca seguida de venda, para o acionista não perder o "spread" (diferença) entre o valor das ações da Telesp e os papéis da Telefónica, estimado em cerca de 4%.De acordo com André Paes, da área de renda variável do BBA Icatu Investimentos, até três dia antes do fim da troca (amanhã) há grandes chances da diferença das cotações diminuir. Mas ele alerta que o ganho pode virar perda, pois o preço dos papéis da Telefónica podem cair no exterior. Para o analista da Coinvalores, Marco Aurélio Barbosa, não compensa esperar. O melhor é vender logo as ações da Telesp e apostar em outras alternativas. Evite ficar com as ações Como a expectativa é que fique cada vez mais difícil negociar os papéis da Telesp, é provável que seja um erro permanecer com as ações. Neste mês, depois de concluída a recompra de ações ordinárias da Telesp Celular, o valor dos papéis sofreu uma redução de preço superior a 30% na semana seguinte à do término da operação. Caso escolha trocar as ações pelos BDRs, o investidor terá o papel de uma grande empresa, com potencial de valorização. A desvantagem é que ficará de posse do papel de uma companhia estrangeira que tem 11 unidades de negócios espalhados em diversos países, portanto, terá mais dificuldades para acompanhar seu desempenho. Além disso, pela legislação, o BDR não participará do Ibovespa no primeiro ano de existência, mais um motivo para redução da visibilidade e liquidez. O diretor da Planner Corretora, Luiz Antônio das Neves, lembra que o preço do papel será fixado de acordo com o que o ocorrer com a ação da Telefónica no exterior. Papéis mais interessantes Para a analista de telecomunicações, Jacqueline Lison, da Fator Doria Atherino Corretora, há outros papéis de empresas de telecomunicações com maior perspectiva de ganho do que os da Telefónica, entre eles os de Telemar e Brasil Telecom. Além disso, ela lembra que a empresa não distribui dividendos há um bom tempo. Apesar da valorização das ações, isso pode ser uma desvantagem para quem preza os dividendos.

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