Imagem Coluna do Broadcast
Colunista
Coluna do Broadcast
Conteúdo Exclusivo para Assinante

Analistas mantêm cautela em relação à recuperação das construtoras

Com o fim de março e do primeiro trimestre, as corretoras fizeram muitas alterações nas carteiras

Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2019 | 04h00

Mesmo considerando os resultados do quarto trimestre de 2018 como bons, os analistas ainda demonstram muita cautela em relação ao setor de construção civil. O motivo é a lenta recuperação econômica vista neste primeiro trimestre, que deve atrasar também uma retomada mais efetiva da demanda por imóveis neste ano.

Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, é um dos que mostram cautela com as perspectivas para as construtoras. “Houve melhoras nos números reportados no quarto trimestre, mas eles ainda refletem uma base comparativa fraca”. 

Ele ressalta que as empresas sinalizam otimismo, mas que ele é totalmente dependente da retomada da economia, que só vai acontecer de forma rápida caso a reforma da Previdência passe no Congresso sem muitas alterações. “Entendemos que exista grande potencial para o setor, mas diante da morosidade da retomada da economia, uma materialização deste otimismo fica para 2020”, afirma.

Esta percepção sobre o ritmo lento da recuperação das construtoras é reforçada inclusive pelos números do quarto trimestre, segundo Felipe Silveira, analista da Coinvalores. “As empresas têm sido cautelosas nos lançamentos já que os estoques ainda estão elevados”, diz Silveira. As ações preferidas pela Coinvalores no setor são Eztec e Trisul.

Para Alexandre Faturi, analista da Nova Futura Investimentos, os indicadores conjunturais deste primeiro trimestre sugerem uma recuperação econômica lenta. “Vale notar também o índice de confiança da construção (ICST), que recuou para além do patamar neutro, indicando uma deterioração da perspectiva dos agentes em relação à situação atual do setor”.

A Nova Futura prefere ações de empresas com pouca exposição na baixa renda, e caixa mais favorável. A top pick no setor é Cyrela.

Já a equipe do Santander demonstra mais otimismo, vendo os números do quarto trimestre de 2018 como reforço do momento de recuperação das construtoras. “Em linhas gerais, vimos uma melhora do nível de lançamentos e vendas nos últimos meses, enquanto o volume de distratos segue em trajetória de queda, favorecendo o restabelecimento de lucro das companhias”.

O otimismo do banco é, principalmente, voltado para as empresas que atendem o público de média e alta renda, que deverá capturar melhor a retomada da atividade econômica. A preferida do Santander no segmento também é Cyrela.

Com o fim de março e do primeiro trimestre, as corretoras fizeram muitas alterações nas carteiras. O BB Investimentos fez três mudanças para abril. Entram Bradesco PN, Linx ON e Vale ON. No Bradesco BBI, duas alterações: saem BB ON e Iguatemi ON, entram Pão de Açúcar PN e Tenda ON.

A Guide inseriu no portfólio da semana Taesa Unit e IRB Brasil Re ON. A Mirae trocou toda a carteira, composta essa semana por Banco do Brasil ON, Petrobras PN, Usiminas PNA, Rumo ON e Sanepar Unit. A Modalmais só manteve Lojas Renner ON. Entraram Petrobras PN, BRF ON, Banco do Brasil ON e JBS ON.

A Nova Futura manteve IRB Brasil Re ON, e trocou todas as outras ações da sua carteira. Entraram Gerdau PN, Copasa ON, Lojas Renner ON e Vale ON. A Socopa fez três trocas, retirando Kroton ON, MRV ON e Pão de Açúcar PN, e colocando Hypera ON, BRF ON e Fleury ON.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.