Analistas orientam investimento em Petrobras

Vence na próxima segunda-feira, dia 7 de agosto, o prazo para adesão aos Fundos Mútuos de Privatização (FMPs), que serão formados com o dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de ações da Petrobras. Os analistas são unânimes em afirmar que esse investimento é indicado apenas para quem não tem planos para o uso do FGTS, ou seja, pessoas que não estão próximas ao período de aposentadoria ou que não pretendem usar o dinheiro para a compra da casa própria.De acordo com Jorge Misumi, diretor de renda variável do HSBC Asset Management, se o trabalhador for precisar do dinheiro e, por isso, já tem um período definido para o saque, ele corre o risco de ter que resgatar a aplicação quando o preço da ação estiver depreciado. "Se o investidor não tem uma data pré-estabelecida, ele pode aguardar um momento em que o papel estiver em alta para efetuar o saque e, assim, conseguir a rentabilidade desejada", afirma.Investidor deve analisar qual a parcela do FGTS será destinada para a compra de açõesOutra recomendação dos analistas é em relação à parcela do saldo do FGTS que deve ser destinada para a compra das ações. Pelas regras da operação, a parcela máxima é 50% do saldo. A orientação de Júlio Ziegelmann, diretor de renda variável da BankBoston Asset Management, é que o trabalhador que conta apenas com os recursos do FGTS como poupança destine, no máximo, 20% para a compra das ações. Para quem já está habituado aos riscos de se investir em ações e possui outros investimentos, a parcela indicada pelo diretor é 50%.Ressaltando a idéia de que só deve adquirir ações da Petrobras quem não pretende usar o saldo do FGTS para a compra da casa própria ou na proximidade da aposentadoria, Nicolas Balafas, diretor de renda variável do BNP Asset Management, indica uma parcela entre 30% a 40% dos recursos no FGTS para a operação da Petrobras.Veja mais informações sobre a operação de compra das ações da Petrobras e os riscos do investimento no link abaixo.

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