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Analistas preveem desempenho fraco do comércio no Natal

A desaceleração do crescimento da massa salarial, tanto pela redução do rendimento como da ocupação, o impacto corrosivo da inflação no orçamento das famílias e o ritmo fraco da atividade são algumas das variáveis que podem extrapolar para o Natal o fraco desempenho das vendas para o Dia das Crianças. É o que observa a economista da Tendências Consultoria Integrada Mariana Oliveira.

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agencia Estado

14 de outubro de 2013 | 19h33

Todos os levantamentos feitos com base nas vendas para o Dia das Crianças mostraram crescimento na faixa de 3%, 3,5%, abaixo dos números no ano passado, que foram de 5,5% a 7,7%, dependendo da entidade autora da pesquisa. Para alguns especialistas que viam no Dia das Crianças um termômetro de como seriam as vendas do Natal, o resultado pode ter sido frustrante.

Para a economista da Tendências, o que aconteceu com o Dia das Crianças e que prevalece para o ano é que a taxa de crescimento do varejo está mais baixa que no ano passado. "Para dezembro a expectativa é de que as vendas cresçam 0,5%, taxa bem abaixo do patamar histórico, e para o ano a expansão esperada é de 2,6%", disse a economista. No ano passado, as vendas cresceram 8,4%, conforme números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a avaliação é um pouco mais positiva, mesmo assim a previsão de crescimento das vendas para o Natal e acumulado do ano é inferior às verificadas no ano passado. A projeção da FecomercioSP é de que as vendas devam crescer de 3% a 4% no tanto no Natal como fim do ano em relação a 2012.

"Esta questão de como está a perspectiva para o Natal está associada ao potencial do consumidor", disse Fernanda. Assim, a FecomercioSP toma como referência a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), que vem apresentando oscilações do nível de endividamento. Em dezembro do ano passado, a PEIC estava em 46,3%. Atingiu o pico de 57,1% em abril e recuou para 52,6% em agosto, taxa que se repetiu em setembro.

"Observamos também que houve queda da inadimplência, de 18,7% em julho para 17,4% em agosto e para 13,9% em setembro. "O endividamento está estabilizado e a inadimplência está em queda", disse a assessora econômica da FecomercioSP. Isso, de acordo com ela, mostra que o consumidor que tinha alguma dívida deve se habilitar para contrair novos empréstimos em dezembro. "A tendência é melhorar com o pagamento do 13º salário", disse. Ela destaca, no entanto, que esse consumidor mais ressabiado certamente lembrará dos custos pós-Natal, quando chega o período de pagamentos de taxas, impostos e mensalidades escolares, que encurtam o orçamento.

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