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Analistas prevêem expansão do crédito

O sistema financeiro espera que as operações de crédito dos bancos possam ter expansão de até 30% neste ano, em relação ao ano passado. Essa perspectiva é baseada no crescimento projetado para a economia, de 4% a 4,5%, e na conseqüente queda do desemprego e aumento da massa salarial, resultando em menor inadimplência e, por tabela, maior disposição dos bancos para emprestar.Para o analista do UBS Bruno Pereira, o reajuste de algumas categorias acima da inflação ao longo do ano passado cria expectativas positivas. "O maior interesse dos bancos estará voltado para os pequenos tomadores, onde a demanda por crédito é maior."Para o analista Pascoal Paione, do Banco Fator, a tendência de expansão de crédito é crescente também pela redução da queda da taxa de juro básica, a Selic. "Isso deve ocasionar a diminuição da taxa de juro cobrada pelo consumidor final, aumentando a demanda por crédito. Bradesco, Itaú e Unibanco afirmam que vão expandir suas operações de crédito em 30% neste ano", diz.Segundo o diretor financeiro do Sudameris, Rafael Cardoso, a expectativa do banco é elevar sua carteira própria de empréstimos entre 25% e 30% ao longo de 2001. "Com redução do desemprego, cai a inadimplência e o risco é reduzido". Ele acrescenta que o apetite do consumidor por financiamento mais barato é grande.Se a condição econômica brasileira for melhor do que a expectativa, o executivo avalia que o prêmio de risco do País poderá cair, o Brasil terá condições de fazer captações mais baratas no exterior e, consequentemente, reduzir ainda mais a taxa Selic. Pois o governo não precisará pagar taxas de juros tão elevadas para conseguir rolar a sua dívida.Dentre as operações, Cardoso aposta que o crédito direto ao consumidor terá maior expansão. "Há tendência de o consumidor usar menos o cheque especial, porque as taxas de juros são mais elevadas, e migrar para o crédito pré-aprovado" (veja mais informações no link abaixo).Há consenso entre analistas de que o corte na taxa de juro ao consumidor é muito mais amplo quando há cortes nas alíquotas dos depósitos compulsórios (obrigatórios) dos bancos junto ao BC do que em reduções da taxa Selic. Esse instrumento garante que o BC controle a quantidade de moeda em circulação.

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