Analistas preveem ganhos maiores com joint venture

A joint venture entre Cosan e Shell deve gerar sinergias de cerca de R$ 1,6 bilhão, de acordo com estimativa do analista de mercado Auro Rozenbaum, do Bradesco BBI. Segundo ele, as informações sobre a joint são positivas. "Gostamos da estratégia da Cosan de verticalização e diversificação", diz.

Eduardo Magossi, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2010 | 00h00

A expectativa é de que as sinergias ocorram na união das operações de distribuição de combustíveis, por meio do aumento do número de postos. "A escala é um fator muito importante neste segmento e provoca um impacto enorme na redução de custos", explica Rozenbaum.

Para o analista Rodrigo Fernandes, do Banco Fator, além da sinergia dos ativos de distribuição de combustíveis, o desenvolvimento de tecnologia em biomassa e outros biocombustíveis é positivo para a Cosan. No relatório da Fator, a empresa mantém a recomendação da ação como "atraente".

Para Rozenbaum, a joint permitirá que a Cosan avance no desenvolvimento de biocombustíveis, tanto no segmento de etanol de segunda geração como em outros, como o de pesquisa de especialidades químicas, em que possui um memorando de entendimento com a Amyris.

Em geral, relatórios de bancos que acompanham o setor de bioenergia também viram com bons olhos o anúncio da consolidação.

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