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Analistas projetam crescimento do PIB maior neste ano

Segundo o Relatório Focus, PIB deve encerrar 2013 em alta de 2,35%; estimativa para inflação diminuiu para 5,82% 

Célia Froufe, da Agência Estado,

09 de setembro de 2013 | 09h09

Ainda como desdobramento do Produto Interno Bruto (PIB) surpreendente no segundo trimestre do ano na comparação com o trimestre anterior (1,5%), a mediana das projeções do mercado financeiro divulgadas pelo Relatório Focus para o crescimento de 2013 subiu de 2,32% para 2,35%.

Já para 2014, a mediana das previsões para a expansão do PIB diminuiu novamente, passando de 2,30% para 2,28% - quatro semanas atrás estava em 2,50%. Sobre a produção industrial, a Focus revelou um ajuste da mediana das expectativas para 2013 de 2,11% para 2,10% - um mês atrás estava em 2,08%. Para 2014, houve manutenção do patamar em 3,00% - quatro semanas atrás estava em 2,90%.  

Inflação

Com a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto dentro do esperado, o relatório de mercado Focus sofreu um leve ajuste para baixo nas estimativas para o índice oficial de inflação no País para este ano. A mediana para o índice de 2013, passou de 5,83% para 5,82%. Há quatro semanas estava em 5,74%. Já para 2014, a mediana das previsões para o IPCA subiu levemente de 5,84% para 5,85%, mesma taxa vista um mês atrás.

O relatório Focus revelou também que, no caso da mediana das estimativas suavizadas à frente para a inflação acumulada em 12 meses, houve uma aceleração de 6,12% para 6,13%. Há quatro semanas, estava em 5,95%. Para o curto prazo, os analistas também fizeram pequenas correções. A estimativa para o IPCA de setembro passou de 0,46% para 0,45%, patamar em que se encontrava há um mês. Pela primeira vez apareceu na Focus a mediana das estimativas para o índice em outubro, que permaneceu em 0,55% ante taxa de 0,52% registrada quatro semanas antes.

Entre os profissionais que mais acertam as previsões para o médio prazo, o grupo denominado pelo BC de Top 5, no entanto, o IPCA de 2013 disparou - provavelmente porque houve uma mudança da participação das instituições. Para o grupo, o índice deverá ficar em 5,85% este ano. Uma semana antes estava em 5,57% e, quatro semanas atrás, em 5,47%. No caso de 2014, esse mesmo grupo aumentou a taxa de 5,80% para 6,17% ante a de 5,80% vista há um mês.

Juros

O relatório Focus desta segunda-feira, 9, apresentou mudanças importantes nas expectativas do mercado financeiro para a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 9,00% ao ano. Segundo o documento, a mediana das estimativas para o indicador subiu de 9,50% ao ano para 9,75% ao ano para o final de 2013. Há um mês, a expectativa era de uma variação de 9,25% ao ano no encerramento de dezembro de 2013.

Toda a alta prevista para este ano, no entanto, não virá na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de outubro. Para essa data, os analistas mantiveram a projeção de uma nova elevação da taxa de 0,50 ponto porcentual, como já aguardavam antes. Portanto, o ciclo de aperto monetário deve seguir, pela avaliação atual, com mais uma elevação de 0,25 pp na última reunião do Copom do ano.

No caso de 2014, o Focus revelou que a mediana das previsões para a Selic seguiu em 9,75% ao ano ante taxa de 9,25% vista quatro semanas atrás. Com as mudanças, na média deste ano, segundo esses profissionais, os juros ficarão em 8,34%, e não mais em 8,31% como aguardado uma semana antes - um mês atrás estava em 8,25%.

Para 2014, a Selic deve ficar, em média, em 9,75%, saltando da taxa de 9,50% ao ano, como já mostrava a Focus da semana anterior. Um mês antes, estava em 9,25% ao ano.

Câmbio

Em relação ao câmbio, os analistas do mercado financeiro deram uma trégua nas expectativas de trajetória de alta vista nos últimos meses. A mediana das estimativas para o final de 2013 na pesquisa divulgada nesta segunda-feira permaneceu em R$ 2,36 ante a pesquisa anterior. Há um mês, a expectativa mediana era de uma cotação de R$ 2,28. Mesmo assim, o câmbio médio de 2013 se ajustou, passando de R$ 2,20 para R$ 2,21. Há um mês, estava em R$ 2,17.

Para o final de 2014, as previsões para o dólar também ficaram estancadas, em R$ 2,40. Quatro semanas atrás, a mediana dessas expectativas estava em R$ 2,30. Com isso, o câmbio médio para 2014 seguiu R$ 2,38. Quatro semanas atrás, estava em R$ 2,29.

Superávit comercial

A balança comercial brasileira deve mesmo definhar este ano, a julgar pela nova onda de revisões apresentada por analistas do mercado financeiro, a oitava seguida. A perspectiva de superávit de US$ 3,00 bilhões para um resultado positivo de apenas US$ 2,50 bilhões. Um mês atrás, a expectativa era do dobro do valor, de US$ 5,00 bilhões, de acordo com a pesquisa. Já para 2014, houve aumento da mediana para o saldo, que saiu de US$ 8,00 bilhões - mesma quantia verificada quatro semanas atrás - para US$ 10,00 bilhões.

A mediana das estimativas dos analistas pouco se mexeu novamente em relação às projeções para as transações correntes. A previsão mediana para o rombo da conta corrente foi elevada de US$ 77 bilhões para US$ 78 bilhões. Há um mês, a expectativa mediana estava "vermelha" em US$ 76,20 bilhões.

Para 2014, houve manutenção da previsão de déficit, com a mediana seguindo em US$ 78,90 bilhões. Quatro semanas atrás, a mediana revelava um resultado negativo de US$ 79,96 bilhões.

Apesar da piora do quadro externo, foi mantida a projeção de que o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) será de US$ 60 bilhões neste e no próximo ano, o que significa que o financiamento do déficit não será integral desta vez. Há 39 semanas, o mercado não muda esta projeção de IED para 2013 e há 56 semanas para o de 2014.

Já relação dívida/PIB seguiu no patamar de 35,00% em 2013, como também estava há um mês. No caso de 2014, a projeção mediana passou de 34,85% para 34,80%. Um mês atrás, estava em 34,85%.

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