Analistas recomendam cautela para investir

Em momentos de instabilidade com relação à situação econômica da Argentina, a oscilação do preço do petróleo no mercado internacional e a alta do dólar verificada nas últimas semanas, os analistas aconselham direcionamento dos investimentos para uma linha mais conservadora.Segundo a economista-chefe da Loyds Asset Management (LAM), Gina Baccelli, quem está com o dinheiro ancorado em alguma aplicação deve permanecer nela. A sugestão para os recursos livres varia conforme o perfil do investidor. Em relação aos fundos cambiais, a alta da dólar poderá desacelerar nos próximos dias, o que pode significar, até mesmo, rentabilidade negativa.A compra de ações, por meio de fundos, é indicada para investidores com perfil mais agressivo e pretende aproveitar as boas oportunidades de papéis que estão com preço baixo e têm boa perspectiva de valorização. Para investidores com perfil mais conservador, a melhor alternativa é um fundo DI, ou pós-fixado. Entre um e outro, Gina aponta os fundos de derivativos, que mesclam renda fixa e variável.Chase: avalie o período do investimentoNum momento de instabilidade como o atual, aplicar com cautela e olhando o médio e longo prazo são as principais dicas do diretor de Administração de Recursos do Chase Manhattan Bank, Wagner Murgel.Na renda fixa, o investidor conservador tem os fundos DI como a melhor opção. No caso de quem pode aplicar por prazos mais longos e tem disposição para correr riscos, os fundos prefixados são indicados, pois os títulos prefixados estão oferecendo um prêmio razoável.Os fundos cambiais não são opção para quem quer uma rentabilidade diferenciada, opina Murgel. Segundo ele, o dólar até pode subir mais, mas isso não é o mais provável. A expectativa é que as cotações recuem logo que o cenário acalmar-se, o que pode ocorrer assim que um pacote à Argentina for anunciado. Esses fundos são indicados apenas para quem tem dívida em dólar. Murgel entende que o investidor que tem propensão ao risco pode entrar na bolsa aos poucos, uma vez que as ações estão baratas. Mas ele não descarta que elas caiam um pouco mais, se as incertezas continuarem.

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