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Analistas reconhecem fortalecimento político de Kirchner

Os analistas políticos são unânimes em reconhecer o fortalecimento político do presidente argentino, Néstor Kirchner, que chegou ao poder com somente 22% dos votos, obtidos no primeiro turno, sem concorrer ao segundo turno por causa da desistência de seu adversário, Carlos Menem. Para Enrique Zuleta Puceiro, do Ibope, "foi evidente o triunfo da máquina administrativa em todo o país", tendo sido o acordo com o FMI, o "fator exógeno do voto decisivo na capital. Se houvesse acordo e Kirchner projetasse prazos, ganharia Aníbal Ibarra. Se a Argentina não desse perspectivas, projetasse a futuro, ganharia Maurício Macri, porque a incerteza era total".O cientista político Rosendo Fraga, do Centro de Estudos Nueva Mayoria, opinou que o resultado das eleições provinciais, as quais são realizadas em datas diferentes, é "a confirmação de que a Argentina é o Partido Justicialista e aqui há um claro ganhador, que é o presidente, pela aposta política que implicou na Capital Federal". Ele ainda destaca que o ex-presidente Eduarto Duhalde também saiu vitorioso das eleições em Buenos Aires, já que seu candidato, Felipe Solá, foi reeleito governador da província e seu partido colocou uma enorme quantidade de deputados na Câmara. Fraga destaca que estes resultados mostram que a chave da governabilidade é a "harmonia e o acordo entre Kirchner e Duhalde". Já foram realizadas 12 eleições provinciais, das quais, o governo ganhou 11.

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