Pixabay
Pixabay

Analistas reduzem previsão do dólar de R$ 3,60 para R$ 3,46 em 2016

Estimativa para inflação também recuou após o presidente do BC enfatizar que buscará o centro da meta em 2017; projeção para o PIB está melhor

Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

04 Julho 2016 | 09h30

BRASÍLIA - Com a forte queda do dólar na semana passada, o mercado financeiro revisou de forma importante as projeções para o câmbio deste e do próximo ano, mesmo com a volta de atuação do Banco Central (BC) neste mercado por meio de leilões de swap cambial reverso.

O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 4, pelo BC, apresentou que a cotação da moeda estará em R$ 3,46 no encerramento de 2016 ante R$ 3,60 do levantamento anterior - um mês atrás, estava em R$ 3,68. Com isso, o câmbio médio de 2016 passou de R$ 3,61 para R$ 3,51 - um mês antes, estava em R$ 3,65.

Para 2017, a mediana recuou de R$ 3,80 para R$ 3,70 de uma divulgação para a outra - quatro semanas atrás estava em R$ 3,85. Já o câmbio médio do ano que vem caiu de R$ 3,74 para R$ 3,61 de um levantamento para o outro - estava em R$ 3,81 um mês atrás.

A previsão de inflação também sofreu retração. Depois que o presidente do BC, Ilan Goldfajn, enfatizou que buscará o centro da meta de inflação em 2017, de 4,5%, a mediana das estimativas cederam após seis semanas seguidas de estabilidade. De acordo com o documento, a taxa para o ano que vem oscilou de 5,50% para 5,43%. Também para a inflação deste ano, a trajetória de alta das estimativas, que vinha sendo mantida por seis semanas, recuou no boletim, com a mediana passando de 7,29% para 7,27%.

A rigidez das previsões para o ano vinha trazendo inquietações dentro do Comitê de Política Monetária (Copom). Na ata do Copom e no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), os diretores da instituição enfatizaram que há um "choque temporário" dos preços dos alimentos. No RTI, o BC informou que projeta inflação de 4,7% para 2017 no cenário de referência e de 5,5% pelo de mercado. Já no caso de 2016, as estimativas são de, respectivamente, 6,9% e 7,00%. Para o IPCA acumulado em 12 meses até junho de 2018, a previsão é de 4,2%.

Também ajudou o movimento o fato de, na quinta-feira passada, o Conselho Monetário Nacional (CMN) ter decidido repetir em 2018 a meta de inflação de 2017, de 4,5% com margens de tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima e para baixo.

Para a taxa básica de juros, as projeções do mercado praticamente não se mexeram. O Focus trouxe estabilidade das previsões para a Selic no fim de 2016 em 13,25% ao ano (aa) e para 2017, em 11,00% aa. Na semana passada, os analistas já tinham apresentado fortes correções para a taxa, que atualmente está em 14,25% ao ano. 

Atividade econômica. O relatório mostrou um pequeno alívio para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. Pelo documento, a projeção passou de -3,44% para -3,35% - um mês atrás estava em -3,71%. Na semana passada, o BC informou no Relatório Trimestral de Inflação que a sua nova estimativa para o PIB deste ano é de uma retração de 3,3% ante baixa de 3,5% vista na edição anterior do documento .

Para 2017, a mediana das previsões do mercado ficou estacionada em +1,00% de um levantamento para o outro. Quatro semanas atrás, a pesquisa apontava alta de 0,85%.

 

Mais conteúdo sobre:
Banco Central Mercado Inflação Pib Dólar

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.