Analistas refazem projeções para Petrobras

A alta do preço do petróleo vem fazendo com que analistas do mercado de ações reavaliem o potencial de valorização dos papéis da Petrobras. Isso porque, com a elevação do preço do barril do produto, o lucro da Petrobras será maior. Na nova definição de preço-alvo, ou seja, o preço justo para a ação ao final de determinado período, os analistas já levam em conta as oscilações que o preço do petróleo deve ter nos próximos meses. Para a BankBoston Asset Management, a reavaliação do papel indicou um preço-alvo de R$ 70,00, que deverá ser atingido em um ano. Antes da alta do preço do petróleo, a instituição havia definido o preço-alvo em R$ 60,00. De acordo com Júlio Ziegelmann, diretor de renda variável da instituição, o novo valor leva em conta o preço médio do petróleo em US$ 30,00 para esse ano e US$ 27,00 para 2001. Até quarta-feira, a média das cotações de fechamento do petróleo tipo Brent para venda à vista negociado em Londres era de US$ 27,55. De acordo com a nova avaliação de preço-alvo, o investidor deverá ter um ganho de 25,47% em um ano, levando-se em conta a cotação do papel ontem - R$ 55,79. Ziegelmann explica que, caso o preço médio do barril também seja reavaliado, em função da continuidade de alta do preço do produto no mercado externo, o preço-alvo da ação poderá ser alterado novamente. "Para cada aumento de US$ 1 no preço médio do barril no ano, o preço-alvo da ação sobe 7%", afirma.Petrobras: oscilações, mas boas perspectivasNa opinião dos analistas, o preço do petróleo deve continuar oscilando no mercado internacional. A alta tem sido puxada pelo aumento da demanda no hemisfério Norte, ao mesmo tempo em que os estoques do produto estão muito baixos. Ziegelmann lembra que o preço das ações da Petrobras são muito sensíveis às oscilações do mercado internacional e, por isso, o investidor deve estar preparado para o "sobe e desce" do preço das ações.Alexandre Póvoa, diretor de renda variável da ABN Asset Management, recomenda a manutenção dos papéis da empresa em carteira como uma forma de hedge, ou seja, de proteção contra a alta do preço do petróleo. Isso porque, qualquer que seja o descontrole de preços, a economia dos países, principalmente a dos Estados Unidos, pode ser afetada. "O mercado acionário reage muito mal a isso e os papéis de empresas do setor de petróleo devem ser os com menor risco nesse cenário", explica Póvoa. No caso da Lloyds Asset Management, a recomendação é de compra. Paulo de Sá Pereira, diretor de estratégia de investimentos da instituição, afirma que, antes da alta do petróleo, as ações da Petrobras já eram recomendadas. Segundo ele, a empresa tem demonstrado bons resultados. "Além disso, as perspectivas são muito favoráveis, já que ela conta com uma administração eficiente e capacidade financeira para ampliar os resultados", explica.

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