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Analistas temem impacto sobre as ações do setor

O escândalo da WorldCom nos Estados Unidos acabou ofuscando os reflexos positivos que eram esperados no mercado para os papéis das empresas brasileiras de telefonia fixa, em conseqüência do reajuste médio de 8,07% aprovado anteontem pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em dia marcado pela forte queda dos papéis da Embratel, controlada pela WorldCom, a expectativa dos analistas de instituições financeiras, ontem, era sobre uma possível contaminação do escândalo na avaliação da performance das demais operadoras. Logo cedo, o analista de telecomunicações do banco Pactual, Rodrigo Magela, ressaltava que o reajuste tarifário seria avaliado pelo mercado como notícia secundária diante do escândalo WorldCom. No decorrer do dia, com a ampliação da queda das ações da Embratel, cresceu a apreensão de outros analistas especializados de um forte impacto nas empresas brasileiras de telecomunicações. O analista da Itaú Corretora, Ricardo Ventrilho, disse que o medo maior do investidor é que a Embratel anuncie algo semelhante à fraude da WorldCom aqui no Brasil. Carolina Gava, analista da BES Securities, também acredita que a Embratel possa ser a ponta inicial de uma desconfiança maior dos investidores quanto às informações das empresas. Ela lembrou que as companhias nacionais, apesar do cenário, são financeiramente sólidas, no segmento de telefonia fixa. Apesar de admitirem os temores provocados pelo escândalo nos investidores, os especialistas não acreditam que a Embratel tenha algo que possa surpreender e apontam que o maior reflexo dos problemas na WorldCom na companhia brasileira é uma elevação no custo de capital da empresa. Além disso, há aqueles que duvidam que as notícias de ontem possam ter conseqüências efetivas para as demais empresas.

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