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Analistas veem dólar a R$ 1,80 como piso de câmbio do governo

Pesquisa Focus divulgada ontem mostra que parte do mercado já admite que o governo trabalha com novo nível para o dólar

FERNANDO NAKAGAWA , BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2012 | 03h05

O mercado financeiro se ajusta ao novo nível informal de câmbio que parece ter sido estabelecido pela equipe econômica. Pesquisa semanal do Banco Central mostra que as previsões dos analistas para o dólar no fim do ano deixam a casa de R$ 1,70 e caminham para R$ 1,80. O levantamento revela também que foi consolidada a previsão de que o ciclo de corte de juro acabará em abril, quando a taxa básica de juros deve cair para 9%.

A pesquisa Focus divulgada ontem mostra que parte do mercado já incorporou às previsões a certeza de que o governo trabalha com um piso informal para a moeda americana.

Depois de uma série de medidas nas últimas semanas e principalmente declarações explícitas do ministro da Fazenda, Guido Mantega, economistas passam a estimar que a moeda americana não deve - pelo menos no curto prazo - voltar às cotações próximas a R$ 1,70, como estavam até o fim de fevereiro.

Das cerca de 80 instituições ouvidas na pesquisa do Banco Central, as cinco que mais acertam no curto prazo elevaram a previsão para o dólar no fim do ano de R$ 1,75 para R$ 1,80, exatamente no nível informal sinalizado por Mantega como "mais favorável" à produção e exportação de empresas brasileiras.

Entre todos os analistas do mercado, contudo, ainda prevalece a estimativa de que o dólar deve fechar o ano em R$ 1,75. Nesse grupo amplo, a previsão para o câmbio no fim de 2013 subiu e passou de R$ 1,75 para R$ 1,80.

Remédios. "A taxa de câmbio deve seguir administrada com remédios do governo e deverá oscilar por volta de R$ 1,80, com uma banda de dez centavos para cima ou para baixo", prevê a economista-chefe da Rosenberg & Associados, Thaís Zara.

Em relatório distribuído ontem, o departamento de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco tem opinião semelhante e avalia que o dólar deve seguir "em patamar mais condizente com as intenções do governo em adotar medidas cambiais".

Na primeira pesquisa realizada pelo Banco Central após a divulgação, na semana passada, da ata da reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom), foi consolidada a previsão de fim do ciclo de queda dos juros em abril.

Para o próximo mês, as previsões são de que a taxa Selic deve cair para 9%, o que indica mais um corte de 0,75 ponto. A partir daí, deve permanecer nesse nível até o fim do ano. Até a semana passada, o mercado previa que os cortes do juro continuariam a ocorrer até maio.

"Números da atividade econômica, como a evolução dos estoques e empregos, têm sido frustrantes. Por isso, há espaço para cortar o juro sem pressionar muito a inflação", diz o economista da LCA Consultores, Homero Guizzo, que também prevê o último corte na reunião marcada para 17 e 18 de abril.

Na pesquisa Focus, a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2012 seguiu em 5,27% e para o próximo ano, em 5,50%.

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