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Analistas veem recuperação 'modesta' da arrecadação

A arrecadação da Receita Federal tem melhorado de forma modesta nos últimos meses e reflete o baixo crescimento da economia brasileira. Por isso, segundo especialistas ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, está distante uma recuperação mais forte da arrecadação.

LAÍS ALEGRETTI E ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

22 de outubro de 2013 | 18h25

A Receita Federal, que estimava um crescimento de 3% das receitas administradas no ano, já fala em aumento na faixa de 2,5% a 3%. A consultoria MCM aposta em um resultado ainda menor, em torno de 1%. Se for considerada a possibilidade de entrar R$ 12 bilhões nos cofres públicos devido ao Refis, a estimativa da consultoria passa para 2,2%, ainda abaixo do número oficial.

A alta real de 0,89% de janeiro a setembro ante o mesmo período do ano passado é "praticamente uma estabilidade", segundo Reginaldo Nogueira, professor de economia do Ibmec. Ele aponta que a arrecadação acompanha o ciclo econômico. "A economia está capenga e afeta a arrecadação. Para o governo, isso é muito ruim porque está no limite do superávit primário. Qualquer real de arrecadação para a União faz diferença agora", afirmou. "Já era difícil o governo cumprir o superávit e agora ficará ainda mais complicado."

O economista-chefe da corretora Tullett Prebon, Fernando Montero, avalia que a arrecadação tem melhorado de forma modesta nos últimos meses. "É o mínimo a pedir após o PIB (Produto Interno Bruto) muito bom do segundo trimestre e uma despesa que continua crescendo três vezes mais no comparativo anual."

Para Montero, chama a atenção a aparente frustração da Receita Federal. "Segundo suas próprias estimativas, não fossem as desonerações, o crescimento da receita estaria em 3,5% em vez dos 0,89% apurados. Esse aumento real estaria de bom tamanho mesmo que o PIB fosse maior e a inflação, menor."

Ele questiona de onde vem a frustração, se as desonerações não devem ter surpreendido. "Por sinal, o impacto das desonerações recentes mal tiveram tempo de aparecer nessas estimativas. Qual era o PIB esperado para compensar o impacto de tudo isso?"

Montero aponta que a maior desoneração deste ano custou até setembro um adicional de R$ 24,6 bilhões em renúncia permanente, o que é compensado com o leilão do campo de Libra, com R$ 15 bilhões, o Refis, que pode render cerca de R$ 10 bilhões, e o Fundo Soberano, com R$ 2,6 bilhões, e um primário menor.

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