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Anatel adia decisão e venda do Speedy continua suspensa

Proibição da expansão do serviço de banda larga da Telefônica completa dois meses amanhã

Leonardo Goy, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

21 de agosto de 2009 | 00h00

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adiou a decisão sobre a retomada das vendas do Speedy, serviço de banda larga da Telefônica. Amanhã, a proibição completa dois meses. A agência resolveu proibir a expansão do serviço por causa de panes recorrentes, que deixaram sem acesso milhões de consumidores. Em comunicado, a Telefônica informou que "reitera que está pronta para retomar as vendas do Speedy em todo o Estado de São Paulo desde o último dia 17 de julho, quando concluiu a implementação das ações de estabilização da rede de acesso à banda larga". A empresa acrescentou que aguarda a decisão para retomar as vendas.O assunto estava na pauta da reunião do conselho diretor da Anatel, que se reuniu ontem. Segundo a Anatel, o conselheiro Plínio de Aguiar Júnior pediu vista do processo, que deverá voltar à pauta do conselho na próxima quarta-feira. Na semana passada, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, chegou a anunciar que a proibição seria revogada nesta semana. Costa havia dito que conversou com o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, que lhe relatou que está cumprindo todas as exigências feitas pela agência, para suspender a punição. "Também falei com o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, e ele me disse que está satisfeito com os resultados. A solução deve estar próxima", afirmou o ministro.A Telefônica está bastante preocupada com o tempo em que está demorando para cair a proibição. As empresas que instalam o Speedy chegaram a publicar um anúncio, no começo da semana, alertando que a suspensão das vendas pode levar a demissões no setor. "Trata-se de medida extrema de sobrevivência das empresas que, contudo, não ignoram as consequências sociais de demissões em massa", informou o Sindicato Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços e Instaladoras de Sistemas e Redes de TV por assinatura, Cabo, MMDS, DTH e Telecomunicações (Sinstal), no comunicado. Essas empresas têm cerca de 5 mil funcionários.Apesar de a suspensão só ter acontecido no fim do segundo trimestre, em 22 de junho, os números já refletiram uma desaceleração na conquista de novos clientes. Entre janeiro e março, mesmo com o impacto da crise mundial, a Telefônica havia registrado vendas líquidas de 102 mil acessos de Speedy. Entre abril e junho, com a proibição, foram vendidos 70 mil acessos. Durante os dois meses de suspensão, considerando um ritmo de vendas parecido com o do primeiro trimestre, a Telefônica teria deixado de vender 68 mil acessos. No fim de junho, eram 2,727 milhões de clientes do Speedy.Para sensibilizar a Anatel, a operadora anunciou na semana passada que levou a sua infraestrutura de banda larga para mais 91 municípios do Estado de São Paulo. A banda larga da Telefônica está presente em 488 cidades. Até o fim deste ano, deve chegar a 591 e, em junho de 2010, a todas as 622 cidades do Estado.Além do processo sobre a suspensão do Speedy, o conselheiro Plínio pediu vista de outro processo, referente a recurso da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) contra a decisão da Anatel de impedir a cobrança do ponto extra da TV paga. Também não entrou na pauta da reunião do conselho diretor da agência a questão dos reajustes das tarifas das operadoras de telefonia fixa. Na quarta-feira à noite, o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, chegou a dizer que o tema poderia ser discutido ontem. COLABOROU RENATO CRUZNÚMEROS2,727 milhõeseram os clientes do Speedy, serviço de banda larga da Telefônica, no final de junho102 milforam os clientes do Speedy conquistados pela companhia no primeiro trimestre deste ano, apesar dos impactos da crise mundial na venda de computadores70 milpessoas contrataram o Speedy no segundo trimestre. A proibição chegou no fim do período, em 22de junho

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