Anatel adota prevenção para evitar falhas nas redes 3G

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está fazendo um acompanhamento preventivo da capacidade das redes das empresas de telefonia celular para evitar possíveis falhas no sistema. A informação é do superintendente de Serviços Privados da Anatel, Jarbas Valente, que participou hoje de reunião do conselho consultivo da agência.

GERUSA MARQUES, Agencia Estado

18 de setembro de 2009 | 16h45

O foco principal está no atendimento à demanda crescente de serviços de terceira geração (3G), especialmente a internet em banda larga. "A ideia é conhecer antes, e não combater depois", afirmou. Segundo Valente, nos últimos cinco meses, o número de modens de acesso à banda larga móvel dobrou no País. O levantamento mais recente da Anatel, de julho deste ano, contabilizou quase 4 milhões de acessos.

Valente lembrou que a medida cautelar emitida pela Anatel, que suspendeu por quase dois meses a venda dos serviços de banda larga Speedy, da Telefônica, foi uma ação punitiva, mas a agência está adotando outra estratégia: "Estamos querendo implantar uma cautelar preventiva", explicou. Ao detectar o risco de problemas na rede, a Anatel dará um prazo para que a operadora resolva a questão, tentando evitar assim maiores consequências para os clientes.

Segundo Jarbas, este trabalho começou há alguns meses, em razão do crescente aumento da venda de modens (dispositivo que permite estabelecer a conexão dos computadores à rede) e do uso elevado da internet pelo brasileiro, que superou as expectativas da agência e das empresas. A atuação da Anatel levou as operadoras a reduzirem voluntariamente a publicidade para a venda de acessos à internet. "Eles viram que havia um problema, pisaram no freio nas vendas e refizeram suas redes", afirmou.

O presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, disse que a agência está tomando medidas para aperfeiçoar os regulamentos de fiscalização e de sanção, instrumentos considerados por ele fundamentais para atuação da Anatel em relação aos serviços prestados pelas operadoras. "A gente toma o cuidado de procurar prever", afirmou Sardenberg, também depois de participar da reunião do conselho consultivo.

Para fazer o acompanhamento preventivo, a Anatel criou dois grupos - um técnico e um estratégico - que estão fazendo reuniões periódicas com as empresas. Essa iniciativa já resultou, segundo Valente, em um aumento, nos últimos meses, de 10% no número de antenas de celulares, que são cerca de 50 mil em todo o País.

"Isso é importante para dar garantia de qualidade no atendimento e evitar falhas. Se o usuário não consegue baixar os arquivos e navegar, imagina com as novas aplicações que estão vindo, como pagamento pelo celular e uso em rastreamento?", questionou. Valente reconheceu que o elevado tráfego de dados nas redes das operadoras de celulares começou a prejudicar a qualidade das ligações. "Pedimos para separar as redes para não haver interferência de dados na voz", afirmou.

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