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Anatel aprova revisão de concessão de telefonia fixa

O conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou hoje a proposta de revisão dos contratos de concessão de telefonia fixa. A conselheira Emília Ribeiro, relatora da matéria, disse que a proposta será publicada no dia 31 de março, quando entrará em consulta pública até 1º de junho.

GERUSA MARQUES, Agencia Estado

26 de março de 2009 | 19h29

Emília disse que entre as mudanças propostas está a inclusão de uma cláusula que deixará claro que a infraestrutura de banda larga das concessionárias, conhecida como backhaul, é um bem reversível e, portanto, será entregue à União no fim da concessão, em 2025.

A conselheira disse que incluiu ainda uma proposta que obriga as empresas a informarem à Anatel a origem dos equipamentos adquiridos e as tecnologias utilizadas. Isso permitirá à agência, segundo ela, adotar medidas que incentivem a pesquisa e desenvolvimento de tecnologias nacionais.

Emília disse que chegou a propor medidas de compartilhamento de redes das concessionárias, mas neste ponto foi derrotada pelos demais conselheiros. A conselheira informou que o assunto será discutido em cinco audiências públicas, nas cidades de Florianópolis (SC), Manaus (AM), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA).

Depois da consulta pública, as contribuições de mudanças no regulamento serão analisadas pela Anatel para que a agência possa votar a versão definitiva dos contratos. A previsão de Emília é de que isso ocorra ainda neste ano e a sessão para a votação da matéria será pública. Os novos contratos entram em vigor em 1º de janeiro de 2011.

A conselheira informou ainda que o conselho diretor aprovou novas metas de qualidade e universalização que deverão ser cumpridas pelas concessionárias também a partir de 2011. Ela não quis detalhar essas metas, alegando que não foi a relatora do processo.

O Plano Geral de Metas de Qualidade (PGMQ) e o Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) tiveram como relator o conselheiro Plínio de Aguiar Júnior, que não deu entrevista. A Anatel também não divulgou o texto da proposta de novos contratos.

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