Anatel precisa de mais recursos, diz presidente do órgão à CPI

Ronaldo Sardenberg depôs nesta quinta à CPI das Escutas Clandestinas e defendeu orçamento maior ao órgão

GERUSA MARQUES, Agencia Estado

27 de março de 2008 | 15h40

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg, defendeu nesta quinta-feira, 27, um orçamento maior para o órgão regulador nos próximos anos. "Vamos ter de planejar recursos crescentes para a Anatel, se quisermos manter a posição, que a agência sempre teve, de relevo no mercado", declarou, depois de participar de audiência pública da CPI das Escutas Clandestinas , na Câmara dos Deputados.O presidente da Anatel afirmou que o mercado brasileiro de telecomunicações aumentou muito nos últimos anos, principalmente na telefonia celular, na qual houve um "ritmo espantoso" de crescimento, alcançando 124 milhões de aparelhos em todo o País. "A tecnologia muda com rapidez, o que nos obriga a esforço muito grande", acrescentou.Sardenberg considerou que a Anatel tem boa atuação e uma equipe técnica de qualidade, mas ponderou que, para responder às demandas deste "novo mercado", será necessário ampliar os recursos da agência. Ele não quis fazer uma estimativa dos recursos adicionais necessários. Ressaltou, contudo, que o orçamento para este ano, mesmo com os cortes, será suficiente.Na proposta orçamentária para 2008, a verba para a Anatel era de R$ 411 milhões, mas com os cortes caiu para R$ 375 milhões, no orçamento aprovado pelo Congresso. "Uma agência que lida com a tecnologia que mais se desenvolve no mundo não pode ter uma gestão antiquada", acrescentou.

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