Anatel: preço mínimo da Banda H pode ser de R$ 1,4 bi

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg disse hoje que, "se não houver muitas exigências", o preço mínimo de todas as licenças da Banda H de terceira geração (3G) de telefonia celular deve somar R$ 1,4 bilhão. No leilão encerrado hoje, que envolveu a venda de quatro bandas, o preço mínimo total era de R$ 2,8 bilhões. A Anatel espera colocar a banda H em leilão até o final do primeiro semestre de 2008. As exigências a que se referiu Sardenberg, que constavam do edital do leilão encerrado hoje, são de universalização dos serviços. O edital previa, por exemplo, que os vencedores das licenças para operar em São Paulo também teriam de atender regiões menos lucrativas, como os Estados da região Norte.O presidente da Anatel comentou que, com a experiência do leilão de 3G, a agência poderá calcular "preços mais realistas" para as próximas disputas. Ele reiterou que a intenção da Anatel é realizar o leilão da Banda H no primeiro semestre de 2008. "Já estamos recebendo apelos das companhias para rapidamente fazermos o leilão da Banda H", disse Sardenberg, sem citar o nome das empresas.Sardenberg informou ainda que, dos R$ 5,338 bilhões arrecados com o leilão de 3G, R$ 700 milhões serão destinados ao Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). "O restante vai para o Tesouro", afirmou. Os quase R$ 6 bilhões arrecadados até hoje pelo Fust na prática estão parados, sem aplicação definida, apenas servindo para o governo registrar superávit primário. Até hoje, o único projeto desenvolvido com o dinheiro do Fust foi de telefonia para deficientes auditivos, que consumiu somente R$ 7 milhões, e ainda não foi concluído.

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