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Anatel promete monitorar ‘de perto’ oferta comercial do 4G

Órgão regulador ameaça multar empresas, mas não cita valores; associação de consumidores desaconselha a contratação da nova tecnologia

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

30 de abril de 2013 | 16h45

Texto atualizado às 18h10

O presidente da Anatel João Rezende disse nesta terça-feira durante cerimônia de apresentação do 4G, em São Paulo, que o órgão regulador do setor vai monitorar a oferta do 4G comercialmente das operadoras de telefonia. "Vamos acompanhar de perto e tomaremos as medidas cabíveis, caso não haja oferta comercial", afirmou. Resende evitou, porém, precisar quais seriam os valores das multas. "Vamos instruir um processo e calcular as multas", disse.

Resende rechaçou a orientação da associação de consumidores Proteste, que aconselha a evitar a contratação do serviço neste momento. "É difícil tutelar o consumidor. Ele vai fazer sua opção", disse.

Segundo ele, a melhor opção aos consumidores é "entupir" as centrais de atendimento ao consumidor (call Center) das operadoras de telefonia caso o serviço não funcione. "Seria antieconômico não apostar na nova tecnologia. Não vamos ficar tutelando a opção do consumidor", disse o presidente do órgão regulador.

Para Rezende, o Brasil está desenvolvendo a tecnologia na frente de outros países. "O Brasil está na vanguarda (mundial) no setor de Telecom, à frente de outros países mais desenvolvidos em termos de tecnologia", disse. Resende ressaltou ainda que a metas inicial é da cobertura de 50% da área urbana das cidades. Segundo ele, a instalação do 4G está aquecendo o setor de Telecom em termos de investimentos para a estruturação das redes e dos serviços no País.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, acrescentou que o consumidor é "inteligente" e não vai deixar de contratar os serviços, em referência direta ao Proteste.

Ele afirmou que a sobrecarga de uso do 3G vai levar os consumidores a aderirem ao 4G no Brasil. "O fato é que o 3G está deficiente. Muita gente vai migrar para o 4G, melhorando o 3G." Segundo o ministro, os problemas com o 3G ocorrem pelo crescimento do uso dos serviços, "de forma até inesperada".

A falta de infraestrutura, como a restrição para a instalação de novas antenas nas cidades, porém, prejudica o serviço, acrescentou. "Estamos cobrando e batendo duro nas empresas, e não vamos afrouxar. O 3G vai ser uma tecnologia a ser usada ainda por muitos anos."

Para Bernardo, a disseminação do 4G no Brasil não encontrará nenhuma barreira. Na avaliação dele, no momento em que houver o aumento do número de aparelhos compatíveis com o 4G haverá uma disseminação dos serviços. "A hora em que os serviços massificarem vai haver um acirramento das empresas, que vão oferecer melhores condições de preços."

Bernardo ressaltou ainda que, apesar das metas de obrigações estarem vinculadas à Copa do Mundo, o serviço é um legado para os próximos anos. "Teremos no Brasil o primeiro grande teste do 4G no mundo", afirmou.

De acordo com o ministro, a base de assinantes poderá superar os 4 milhões de usuários até o fim do ano, número projetado pelo presidente da Anatel. "Aposto um jantar com o Rezende que será maior."

O ministro das Comunicações destacou também que os preços dos planos estão próximos aos oferecidos pelo 3G. "Isso vai derrubar um mito de que os preços serão inacessíveis."

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