coluna

Louise Barsi: O Jeito Waze de investir - está na hora de recalcular a sua rota

Anbid: fundos têm saída de R$ 21 bi no ano

A saída de recursos dos fundos de investimento ainda é grande. Em junho, até o dia 21, os saques foram de R$ 16,528 bilhões. No ano, eles chegam a R$ 21,493 bilhões. No mês, o maior volume de resgates é verificado nos fundos de renda fixa prefixada. O total sacado foi de R$ 6,471 bilhões. Já os fundos referenciados DI (pós-fixados) apresentam resgates de R$ 6,437 bilhões. No ano, o valor sacado dessas carteiras é de R$ 7,281 bilhões e R$ 10,354 bilhões, respectivamente. Os dados são do relatório diário da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).Em relação à rentabilidade, o pior desempenho é verificado nos fundos de ações. As carteiras formadas por papéis do setor de telecomunicações tiveram queda de 16,70% em junho e de 29,33% em 2002. A tendência é de que a queda continue, já que o relatório é do dia 21 de junho: ainda não havia acontecido o escândalo da WorldCom, que causou uma queda abrupta nas ações da Embratel nos últimos dias.Os fundos Ibovespa, que têm como objetivo acompanhar o comportamento do Ibovespa - índice que mede a variação das ações mais negociadas da Bovespa -, estão em segundo lugar em perdas no ano e em primeiro no mês. Até o dia 21, em junho, a queda foi de 18,49% e, em 2002, foi de 23,64%.Os fundos setoriais de energia também apresentam queda expressiva: de 16,07% em junho e de 15,60% no ano. Outros fundos que perderam bastante no mês foram os Fiex, cuja carteira é formada por papéis da dívida brasileira, dos quais o mais negociado é o C-bond. A queda no mês é de 15,31% e, no ano, de 6,59%. O desempenho ruim que os Fiex tiveram em junho se deve à atual crise por que passa o País, com as subseqüentes avaliações negativas de algumas agências de risco. Os principais motivos da crise são as eleições e o elevado endividamento do País.Outros fundos de ações que apresentaram queda foram os de privatização da Petrobrás. Os com recursos do FGTS caíram 9,04% e os com recursos próprios, 8,99%. No ano, as quedas são de 6,97% e de 7,58%, respectivamente.Os fundos de privatização da Companhia Vale do Rio Doce, que estavam em alta desde o seu lançamento, começaram a apresentar queda. Os com recursos próprios, de 0,39%; os migração, de 0,39%; os únicos que não caíram foram os FGTS, que ficaram estáveis até o dia 21. No ano, entretanto, a alta é expressiva: 41,18%; 31,78%; e 37,69%, respectivamente.Renda fixa e cambiaisOs fundos cambiais apresentam a alta mais expressiva do mês, de 7,12%. No ano, ela é de 17,06%. Os fundos que pagam taxas de juros também apresentam ganho. Os de renda fixa prefixada, de 0,56% em junho e de 6,24% em 2002. Os DI, de 0,73% no mês e de 6,94% no ano. Veja, nos links abaixo, matérias com dicas de investimento e cartilha com análise de carteiras de acordo com o perfil do investidor.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.