Anbid lança nova classificação de fundos

A Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) anunciou ontem uma nova classificação dos fundos. A nova forma de indicação começará a ser adotada em 2 de maio. O objetivo da Associação é tornar mais transparente a forma de classificação dos fundos, relacionando os produtos existentes no mercado em 57 perfis diferentes, segundo a política de investimento e fatores de risco.Veja abaixo como fica a nova classificação: 1 - FUNDOS DE INVESTIMENTOFundos referenciadosReferenciados DI: Objetiva seguir o mais próximo possível as variações do CDI/SELIC. Estes fundos enquadram-se como "referenciados", conforme definido no artigo 2 da circular nº 2.958.Referenciados Câmbio: Objetiva seguir o mais próximo possível as variações da moeda norte-americana, estando também sujeitos às oscilações das taxas de juros domésticas (Brasil) sobre aquela moeda. Estes fundos enquadram-se como "referenciados", conforme definido no artigo 2 da circular nº 2.958.Referenciados Outros: Busca acompanhar qualquer parâmetro de performance que não os dos mercados de câmbio (variação do dólar) ou de juros de curto prazo (CDI). Para isso, irá investir em qualquer classe de ativos com o objetivo de acompanhar as variações do parâmetro de performance escolhido.Vale destacar que, para efeito desta classificação ANBID, esta classe de fundos deve incluir os produtos que têm como objetivo explícito reproduzir as variações de algum parâmetro de performance também explicitado (por exemplo, IGPM + 12, etc.). Reparem que o objetivo não é superar o parâmetro e sim reproduzi-lo o mais fielmente possível.Fundos de Renda FixaRenda Fixa: busca retorno através de investimentos em ativos de renda fixa (também podem ser incluídos títulos sintetizados através de uso de derivativos),excluindo-se estratégias que impliquem em risco de índices de preço, de moeda estrangeira ou de renda variável (ações, etc.). Estes fundos enquadram-se como "não referenciados", conforme definido no artigo 4 da circular 2958. Apesar de todos os fundos classificados nesta categoria enquadrarem-se como "não referenciados", nem todos os "não referenciados" podem ser enquadrados na categoria de "renda fixa", sendo esta mais restritiva no que se refere à política de investimento do fundo. Nesta categoria são vedados quaisquer investimentos que impliquem em risco de renda variável (ações), de índice de preço (IGPM, etc.) e de dólar. Incluem-se nesta categoria, por exemplo, os tradicionais fundos de renda fixa com risco de taxa de juros (prefixados), com ativos de baixo risco de crédito e sem alavancagem. Um fundo é considerado alavancado sempre que existir possibilidade de perda superior ao patrimônio do fundo, desconsiderando-se casos de default nos ativos do fundo. Renda Fixa Crédito: Busca retorno no mercado de juros doméstico, investindo em títulos de renda fixa fixa (também podem ser incluídos títulos sintetizados através de uso de derivativos), de qualquer espectro de risco de crédito, excluindo-se estratégias que impliquem em risco de índices de preço, de moeda estrangeira ou de renda variável (ações, etc.), não sendo admitida alavancagem da carteira. Estes fundos não se enquadram nos artigos 2 e 4 da circular 2958. Diferencia-se do anterior apenas pela possibilidade de investimentos com risco de crédito "não baixo" acima do limite previsto na legislação dos "não referenciados". Renda Fixa Multi-índices: Busca retorno através de investimentos em ativos de renda fixa (também podem ser incluídos títulos sintetizados através de uso de derivativos), de qualquer espectro de risco de crédito, incluindo-se estratégias que impliquem em risco de índices de preço, excluindo-se porém investimentos que impliquem em risco de oscilações de moeda estrangeira e de renda variável (ações, etc.). Estes fundos não se enquadram nos artigos 2 e 4 da circular nº 2958. Nesta categoria são vedados quaisquer investimentos que impliquem em risco de renda variável (ações) e de dólar. Entre outros, incluem-se nesta categoria os fundos de renda fixa com risco de indexadores (fundos IGPM, etc.), sem alavancagem. Renda Fixa Alavancados: Busca retorno através de investimentos em ativos de renda fixa (também podem ser incluídos títulos sintetizados através de uso de derivativos), de qualquer espectro de risco de crédito, incluindo-se estratégias que impliquem em risco de índices de preço, excluindo-se porém investimentos que impliquem em risco de oscilações de moeda estrangeira e de renda variável (ações, etc.). Estes fundos podem inclusive realizar operações que impliquem em alavancagem do patrimônio. Diferencia-se do 2.3 apenas pela possibilidade de fazer alavancagem. Fundos Balanceados: Classificam-se neste segmento os fundos regulamentados pelo BACEN ou pela CVM que busquem retorno no longo prazo através de investimento em diversas classes de ativos (renda fixa, ações, câmbio, por exemplo). Estes fundos procuram agregar valor utilizando uma estratégia de investimento diversificado e através de deslocamentos táticos entre as classes de ativos ou estratégia explícita de rebalanceamento de curto prazo, não se utilizando de alavancagem. Estes fundos devem ter explicitado o mix de ativos com o qual devem ser comparados (asset allocation benchmark) ou intervalos de alocação (intervalo inferior a um genérico ou legal), predefinidos entre as diversas classes de ativos. Sendo assim, esses fundos não podem ser comparados a indicador de desempenho que reflita apenas uma classe de ativos (por exemplo: 100% CDI). Fundos Multimercados:Sem alavancagem, sem renda variável: classificam-se neste segmento os fundos regulamentados pelo BACEN que busquem retorno no longo prazo através de investimento em diversas classes de ativos exceto renda variável (ações, etc.). Estes fundos procuram agregar valor utilizando uma estratégia de investimento diversificado, não se utilizando de alavancagem. Sem alavancagem, com renda variável: classificam-se neste segmento os fundos regulamentados pelo BACEN ou pela CVM que busquem retorno no longo prazo através de investimento em diversas classes de ativos (renda fixa, câmbio, por exemplo) incluindo renda variável (ações, etc.). Estes fundos procuram agregar valor utilizando uma estratégia de investimento diversificado e não se utilizam de alavancagem. Estes fundos não têm explicitado o mix de ativos com o qual devem ser comparados (asset allocation benchmark) e podem, inclusive, serem comparados a parâmetro de desempenho que reflita apenas uma classe de ativos (por exemplo: 100% CDI). Com alavancagem, sem renda variável: classificam-se neste segmento os fundos regulamentados pelo BACEN que busquem retorno no longo prazo através de investimento em diversas classes de ativos exceto renda variável (ações, etc.). Estes fundos procuram agregar valor utilizando uma estratégia de investimento diversificado, podendo inclusive se utilizar de alavancagem. Com alavancagem, com renda variável: classificam-se neste segmento os fundos regulamentados pelo BACEN ou pela CVM que busquem retorno no longo prazo através de investimento em diversas classes de ativos (renda fixa, câmbio, por exemplo) incluindo renda variável (ações, etc.). Estes fundos procuram agregar valor utilizando uma estratégia de investimento diversificado, podendo também se utilizar de estratégias que impliquem em alavancagem dos recursos. Fundos Capital Protegido: busca retornos em mercados de risco procurando proteger parcial ou totalmente o capital.Fundos de Investimento no Exterior (FIEX): São fundos que têm como objetivo investir preponderantemente em títulos representativos da dívida externa de responsabilidade da União. Fundos de Ações Fundos de Ações Indexados:- IBOVESPA: são fundos regulamentados pelo BACEN ou pela CVM, cujo objetivo de investimento é replicar o comportamento do IBOVESPA. - IBX: são fundos regulamentados pelo BACEN ou pela CVM, cujo objetivo de investimento é replicar o comportamento do IBX. Fundos de Ações Ativos: - IBOVESPA: são fundos regulamentados pelo BACEN ou pela CVM, que possuem estratégia explícita de superar o IBOVESPA. - IBOVESPA com alavancagem: são fundos regulamentados pelo BACEN ou pela CVM, que possuem estratégia explícita de superar o IBOVESPA. Esses fundos podem realizar operações que impliquem em alavancagem do patrimônio. - IBX: são fundos regulamentados pelo BACEN ou pela CVM, que possuem estratégia explícita de superar o IBX. - IBX com alavancagem: são fundos regulamentados pelo BACEN ou pela CVM, que possuem estratégia explícita de superar o IBX. Esses fundos podem realizar operações que impliquem em alavancagem do patrimônio. - IBA: são fundos regulamentados pelo BACEN ou pela CVM, que possuem estratégia explícita de superar o IBA, não admite alavancagem. Fundos de Ações Setoriais: Telecomunicações: são fundos regulamentados pelo BACEN ou pela CVM, cuja estratégia é investir em ações do setor de telecomunicações. Energia: são fundos regulamentados pelo BACEN ou pela CVM, cuja estratégia é investir em ações do setor de energia. Fundos de Ações Outros:Sem alavancagem: classificam-se neste segmento os fundos de ações abertos que não se enquadrem em nenhum dos segmentos anteriores (fundos de ações indexados, fundos de ações ativos, fundos de ações setoriais e seus subsegmentos). Com alavancagem: classificam-se neste segmento os fundos de ações abertos que não se enquadrem em nenhum dos segmentos anteriores (fundos de ações indexados, fundos de ações ativos, fundos de ações setoriais e seus subsegmentos). Esses fundos podem realizar operações que impliquem em alavancagem do patrimônio. Fundos de Ações Fechados Fundos de Investimento Imobiliário 2 - FUNDOS MÚTUOS DE PRIVATIZAÇÃO 3 - FUNDOS OFF SHORE: Será mantida a antiga classificação: renda fixa, renda variável e misto 4 - FUNDOS DE PREVIDÊNCIA: Nesta categoria incluem-se os FAPI´s e PGBL´s. Será utilizada a classificação específica destes fundos.

Agencia Estado,

19 de abril de 2001 | 16h24

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