Andima prevê juro anual em 18,1% ao final deste ano

As instituições financeiras integrantes da Andima prevêem novas quedas da Selic, a taxa básica de juros da economia, até o final do ano. A perspectiva é que a taxa encerre dezembro em torno de 18,1% ao ano, o que representa uma redução de quase um ponto em relação ao patamar atual - na última reunião do Copom, realizada nesta semana, a Selic foi reduzida de 19,5% para 19% ao ano.A Andima prevê ainda que a queda dos juros tende a continuar em 2006, encerrando o ano em torno de 15,5%, conforme as projeções divulgadas hoje pelo Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da entidade. A taxa média, segundo a Andima, ficará 19,1% ao ano em 2005, caindo para 16,2% na média de 2006. Pelas projeções da Andima, a queda será gradual, sem movimentos bruscos.O risco Brasil - taxa que mede a desconfiança do investidor estrangeiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do país -, aferido pelo EMBI, continuará caindo, mas não muito. A previsão da Andima é que esse indicador registre 365 pontos no final deste ano e 333 no final de 2006.Veja as demais projeções da Andima- Relação dívida pública líquida/PIB - queda de 52,0% em relação ao PIB este ano para 50,9% no final de 2006.- Superávit primário (arrecadação menos as despesas, exceto o pagamento de juros) - de 4,7% este ano e 4,4% em 2006).- Dólar oficial - encerra dezembro em torno de R$ 2,3163. Com isso, haverá uma apreciação do real em 2005 da ordem de 12,6% em relação ao ano passado. No final de 2006, a cotação do dólar atingirá R$ 2,4644, com alta de 6,4% no ano. A taxa média deste ano ficará em torno de R$ 2,4452, acima da média projetada de R$ 2,4051 por dólar.- IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, usado como referência para a meta de inflação) - deverá ficar em torno de 5,2% neste ano, e 4,6% em 2006.- Exportações brasileiras - atingem US$ 123,1 bilhões em 2006, ante os US$ 116,5 bilhões deste ano, gerando saldos comerciais de US$ 35,4 bilhões e US$ 41,7 bilhões, respectivamente.- Transações correntes (que incluem as despesas com juros e serviços, além da balança comercial) - cairá para US$ 5,4 bilhões em 2006 ante os US$ 13,1 bilhões estimados para 2005. - Investimentos diretos - de US$ 15,9 bilhões em 2005 e US$ 15 bilhões em 2006.- Reservas cambiais - de US$ 57,1 bilhões neste ano para US$ 60,9 bilhões, considerando-se os recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI). Pelo conceito de reservas líquidas (sem os recursos do FMI), as reservas somarão US$ 45,6 bilhões no final deste ano e US$ 52,8 bilhões no final do ano que vem.- Produto Interno Bruto (PIB) - crescimento de 3,4% neste ano e de 3,7% no ano que vem.- Desemprego - continuará em patamar elevado, registrando 9,7% na média deste ano e 9,2% na média de 2006.

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