Andima prevê juros menores no final do ano

O Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da Andima prevê redução de mais de dois pontos porcentuais na taxa Selic, a taxa básica de juros da economia, até o final do ano. Segundo as projeções do Comitê, integrado por economistas das instituições mais atuantes no mercado de títulos públicos, a taxa Selic de dezembro ficará em torno de 17,8% ao ano ante os 19,75% atuais. Para o ano que vem, a projeção do Comitê é de nova queda, recuando para 15,4% ao ano em dezembro de 2006. A taxa Selic média deste ano deverá ficar em torno de 19,0% e em 16,2% no ano que vem.Veja as demais previsões da Andima: Dólar - O dólar oficial deverá encerrar o ano cotado a R$ 2,4407, o que indica queda de 8,1% no ano, embora com recuperação em relação ao patamar atual. Para o ano que vem, os economistas vinculados à Andima estão prevendo uma desvalorização do real de 7,3%, encerrando dezembro de 2006 em R$ 2,6185 para cada dólar. Na média do ano, o dólar oficial ficará em torno de R$ 2,4749 este ano e em R$ 2,5558 em 2006, pelas projeções divulgadas hoje.Risco Brasil - Trata-se da taxa que mede a desconfiança do investidor estrangeiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do Brasil. A estimativa é que ela cairá com os ganhos expressivos na balança comercial e nas reservas cambiais no ano que vem. Passará dos 387 pontos previstos para dezembro deste ano para 376 pontos no final do ano que vem.Balança comercial - A balança comercial manterá o ritmo de fortes saldos positivos em 2006, embora inferior ao deste ano. A projeção é que as exportações encerrarão 2005 em US$ 113,7 bilhões, subindo para US$ 118,6 bilhões em 2006. As importações, por sua vez, passarão dos US$ 73,9 bilhões previstos para este ano para US$ 85,7 bilhões em 2006. Com isso, o saldo na balança comercial atingirá US$ 39,8 bilhões este ano e US$ 33 bilhões em 2006.Transações correntes - Este é o resultado final da soma da balança comercial, balança de serviços e transferências unilaterais. A perspectiva é que este saldo continuará positivo, somando US$ 12,7 bilhões este ano e US$ 6 bilhões em 2006. Os investimentos diretos se manterão em patamares semelhantes, somando US$ 15,8 bilhões este ano e US$ 14,9 bilhões em 2006. As reservas internacionais líquidas (sem considerar as transações com o Fundo Monetário Internacional - FMI) aumentarão em US$ 5 bilhões, passando de US$ 43,1 bilhões no final de dezembro para US$ 48,4 bilhões no final do ano que vem. As reservas brutas permanecerão em torno de US$ 58,5 bilhões.Produto Interno Bruto (PIB) - Os economistas do Comitê estão prevendo que o PIB continuará em ritmo relativamente baixo, em relação à média mundial. A projeção para 2005 é de crescimento de 3,0% este ano e de 3,3% em 2006, com a indústria respondendo pelo maior dinamismo (3,8% em 2005 e 4,1% em 2006). O valor do PIB, em dólares, se situará em US$ 774 bilhões em 2005 e em US$ 813 bilhões em 2006.Mercado de trabalho - A taxa de desemprego aberto, apurada pelo IBGE, continuará elevada, situando-se em 9,9% este ano e em 9,2% em 2006.

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