Andima prevê que governo pode reconhecer inviabilidade da meta

Parte da comissão de acompanhamento macroeconômico da Associação Nacional das Instituições do Mercado (Andima) sugere que o governo Lula pode reconhecer nos primeiros meses de 2005 a inviabilidade de perseguir a meta de inflação de 5,1% - centro da meta em 4,5% mais 0,6 pontos porcentuais referente à inércia inflacionária. Ao apresentar as projeções da instituição para o próximo ano, parte deste grupo diz que o governo pode, ao reconhecer esta inviabilidade, vir a fazer uma nova rodada de flexibilização da política monetária. "Contribuiria para esta decisão uma eventual desaceleração da atividade econômica, que, entre outros desdobramentos, poderia ampliar os ruídos políticos que naturalmente serão gerados pela aproximação do calendário eleitoral", afirma nota da Andima. Não houve, no entanto, nenhuma sugestão de alteração da meta. Governo descarta idéia O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Marcos Lisboa, se negou a comentar a sugestão de parte da Comissão de Acompanhamento Macroeconômico da Andima, mas afirmou que política monetária "não tem nada a ver com crescimento sustentado". Lisboa ponderou que a política monetária tem um impacto temporário na atividade econômica, que se esgota num prazo curto (12 a 18 meses) e que, em seguida, a atividade voltaria ao patamar em que estava anteriormente. "O papel da política monetária é fazer este ajuste fino", reforçou, completando que o desequilíbrio fiscal e inflação alta atrapalham esse ajuste.

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