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André Esteves está proibido de ingressar no BTG

Executivo recebeu alvará de soltura, mas não poderá participar das atividades do banco e nem de qualquer empresa envolvida nas denúncias da Operação Lava Jato

Irany Tereza e Adriano Ceolin, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2015 | 18h58

O alvará para soltura de André Esteves já foi expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e a qualquer momento o ex-banqueiro pode deixar o presídio de Bangu 8, na zona oeste do Rio, onde cumpre, há 21 dias, prisão preventiva, depois de passar dois dias na sede da Polícia Federal. O ministro Teori Zavascki revogou nesta quinta-feira, 17, a prisão e a substituiu pelo "recolhimento domiciliar".

Esteves - que foi preso durante as investigações da Operação Lava Jato, sob  suspeita de participar do planejamento de fuga do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, envolvido nas denúncias de corrupção da petroleira - foi autorizado a trabalhar, mas não poderá mais participar das atividades do banco BTG Pactual, que controlava até a semana passada, e nem de qualquer empresa envolvida nas denúncias da Lava Jato.

Na verdade, o ex-banqueiro sequer poderá ingressar no BTG ou em "estabelecimentos a ele relacionados". Em sua decisão, Zavascki determinou também, o "recolhimento domiciliar integral". Ou seja, enquanto não arranjar emprego, Esteves terá de permanecer em casa.

Depois, poderá sair para cumprir jornada de trabalho, mas terá de passar as noites e os dias de folga em casa.  O ex-banqueiro terá de comparecer em juízo quinzenalmente, vai entregar o passaporte às autoridades policiais e está proibido de deixar o País. O descumprimento de qualquer das determinações pode levar André Esteves de volta à cadeia.

Zavascki indeferiu os pedidos de revogação prisão preventiva de Edson de Siqueira Ribeiro Filho, ex-advogado de Nestor Cerveró, e Diogo Ferreira, assessor do senador Delcídio Amaral. O ministro reiterou a transferência de Delcídio e Diogo para um quartel da Polícia Militar do Distrito Federal e manteve Ribeiro Filho no presídio Ary Franco, no Rio de Janeiro.

A principal prova contra os acusados é uma gravação feita pelo filho de Cerveró, Bernardo. Numa reunião gravada no começo do mês passado, em um hotel de Brasília, Delcídio e Ferreira cogitam enviar Cerveró para Espanha, via Paraguai, e afirmam que Esteves daria suporte financeiro de R$ 50 mil mensais à família do ex-diretor da Petrobrás.

O banqueiro não participa da conversa, mas teria tido acesso a trechos da delação de Cerveró.

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