Clayton de Souza|Estadão
Clayton de Souza|Estadão

André Esteves sai do bloco de controle do BTG Pactual

Mudança aconteceu por meio de uma permuta de ações entre o banqueiro e o grupo Top Seven Partners, formado por outros sócios do banco; Bolsa interrompeu momentaneamente a negociação dos ativos

Marcelle Gutierrez, O Estado de S. Paulo

02 de dezembro de 2015 | 10h24

Texto atualizado às 12h50

O BTG Pactual informou na manhã desta quarta-feira que André Esteves deixou o bloco de controle do grupo, passando o comando societário para os sócios Marcelo Kalim, Roberto Balls Sallouti, Persio Arida, Antonio Carlos Canto Porto Filho, James Marcos de Oliveira, Renato Monteiro dos Santos e Guilherme da Costa Paes. Os sócios formam o grupo Top Seven Partners.

A mudança ocorreu por meio de uma permuta de ações entre André Esteves e Top Seven Partners. Segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a alteração está sujeita à aprovação do Banco Central e mais informações serão divulgadas por meio de formulário de referência de cada uma das companhias.

As units do BTG Pactual tiveram as negociações suspensas até as 14 horas pela BM&FBovespa. Depois, foram colocadas em leilão por 30 minutos e voltaram a ser negociadas normalmente, em queda de 1,53%, a R$ 19,99. Segundo comunicado da Agência Bovespa, a Bolsa aguarda maiores esclarecimentos sobre a alteração no controle acionário do BTG Pactual e do BTG Pactual Participations.

No último domingo, foi anunciada a saída de André Esteves da presidência do BTG Pactual, bem como sua renúncia ao cargo de presidente do conselho de administração do banco. Com isso, a gestão da instituição passou a ser compartilhada entre Roberto Balls Sallouti e Marcelo Kalim, ambos diretores vice-presidentes seniores da instituição, que vão assumir como co-CEOs. Já a presidência do Conselho de Administração do BTG ficará a cago de Pérsio Arida, sócio e fundador do banco, que havia assumido o comando interino do banco quando Esteves foi preso.

Com a prisão de Esteves passando de temporária para preventiva, o banqueiro também teve de renunciar ao conselho de administração da BM&FBovespa. Ainda não foi escolhido um substituto para a vaga. 

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