Tiago Queiroz / Estadão
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Aneel aprova reajuste de 10,45% para clientes da Light

Novas tarifas vigoram a partir de quarta-feira e já incluem devolução de valores cobrados indevidamente na conta de luz

O Estado de S.Paulo

14 de março de 2017 | 12h53

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um reajuste de 10,45% nas tarifas da Light. Para consumidores conectados à alta tensão, o aumento será de 11,89%, e para a baixa tensão, a alta será de 9,81%. As novas tarifas vigoram a partir de amanhã, 15 de março.

O reajuste diz respeito ao quarto ciclo de revisão tarifária da companhia, processo feito de quatro em quatro anos com o objetivo de manter o equilíbrio econômico-financeiro da empresa.

A Light atende a 3,8 milhões de unidades consumidoras no Rio de Janeiro e outros 30 municípios na Baixada Fluminense e no Vale do Paraíba.

A cobrança indevida às tarifas em relação à Angra 3 foi devolvida às tarifas dos consumidores da Light. A rubrica de Encargo de Energia de Reserva (EER), por meio do qual foi recolhido o valor para o pagamento da usina nuclear, teve uma contribuição negativa de 1,04 ponto porcentual na tarifa, reduzindo o valor do reajuste final.

Ampla. A distribuidora de energia elétrica Ampla decidiu aderir às novas regras impostas pelo governo para o setor, mais rígidas em relação a indicadores econômicos e de qualidade do serviço. A empresa optou por essa possibilidade, pois seu contrato ainda não tinha vencido.

É um caso diferente das distribuidoras cujas concessões venciam entre 2015 e 2017. A Cemig e a Copel, por exemplo, renovaram os contratos nos novos termos. Já as distribuidoras da Eletrobras não aceitaram a proposta, mas permanecem prestando serviços até que a privatização das companhias seja concluída.

A Ampla é a segunda empresa a aderir livremente aos novos termos do contrato de concessão, depois da Light. O novo contrato proporciona menos riscos às empresas, pois há mais ferramentas que garantem a neutralidade da parcela A - conjunto de custos que são totalmente repassados ao consumidor, mas que são carregados até o processo de reajuste tarifário.

Por outro lado, ele é mais rigoroso, ao exigir melhoria da governança e a manutenção da sustentabilidade econômico-financeira da concessão. Os indicadores de qualidade impostos à Ampla não foram repactuados. Caso a empresa não consiga cumprir esses indicadores econômicos e qualitativos por dois anos consecutivos nos próximos cinco anos, a Aneel pode abrir um processo de caducidade ou de transferência de controle da concessão. 

Queda nas tarifas da Ampla. A Aneel aprovou nesta terça-feira, 14, uma redução de 6,51% nas tarifas da Ampla. Para consumidores conectados à alta tensão, a redução será de 7,12%, e para a baixa tensão, a diminuição será de 6,24%. As novas tarifas vigoram a partir de amanhã, 15 de março.

O reajuste diz respeito ao quarto ciclo de revisão tarifária da companhia, processo feito de quatro em quatro anos com o objetivo de manter o equilíbrio econômico-financeiro da empresa.

A Ampla atende a 2,6 milhões de unidades consumidoras em Niterói e outros 65 municípios no Rio de Janeiro.

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