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Aneel autoriza reajuste nas tarifas de distribuidoras paulistas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou nesta quinta-feira o reajuste nas tarifas de duas distribuidoras paulistas de energia: a Bandeirante Energia e a CPFL Piratininga. Para a Bandeirante, foi autorizado um reajuste médio de 13,44% nas tarifas. Para os consumidores residenciais, que usam energia em baixa tensão, o reajuste será de 13,18%; os consumidores industriais, que recebem energia em alta tensão, pagarão, em média, 17,81% a mais. As novas tarifas da Bandeirante começam a vigorar na próxima segunda-feira, dia 23. A distribuidora fornece energia para 1,3 milhão de unidades de consumo em 28 municípios do Estado de São Paulo, principalmente nas regiões do Alto Tietê, Vale do Paraíba e Litoral Norte do Estado. No caso da CPFL Piratininga, o reajuste médio nas tarifas foi de 10,79%. Para os consumidores residenciais da distribuidora paulista, o aumento será de 6,96%, enquanto para as indústrias que compram energia da empresa, a alta será de 14,08%. As novas tarifas começam a vigorar também no dia 23. A CPFL Piratininga atende 1,2 milhão de unidades de consumo, em 26 municípios de São Paulo, principalmente na Baixada Santista e região do Oeste paulista. O reajuste autorizado pela Aneel para as tarifas da Bandeirante Energia foi afetado por três itens em particular: o aumento do custo da energia; o aumento do recolhimento da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), e a modificação aprovada também nesta quinta, pela agência, do porcentual de revisão tarifária de 2003 da empresa.A Aneel decidiu nesta quinta aumentar provisoriamente de 9,67% para 10,14% o índice da revisão tarifária de 2003 da Bandeirante, atendendo pedido da empresa, para que fossem consideradas na base de remuneração daquela época alguns investimentos em obras que não tinham sido computados.Esse aumento foi repassado para o reajuste deste ano e teve um peso de 1,15 ponto porcentual, no reajuste médio de 13,44%, autorizado nesta quinta pela agência. Além disso, os técnicos da Aneel destacaram que o recolhimento da CCC pela Bandeirante subiu 34,71% neste ano, em relação a 2005, contribuindo para 2,25 pontos porcentuais no reajuste médio. A CCC é um encargo pago pelos consumidores de todo o país para subsidiar a compra de óleo combustível para as usinas termelétricas que produzem energia para o sistema isolado da região norte.O terceiro fator apontado pelos técnicos da Aneel foi o aumento de 17,55% neste ano, em relação ao ano passado, dos gastos da Bandeirante com a compra da energia. Esse aumento teve um impacto de 3,71 pontos porcentuais no reajuste da empresa. Como até 2001 a Bandeirante e a CPFL Piratininga eram a mesma empresa, a resolução da Aneel que autorizou a cisão das duas, previa que a revisão tarifária de 2003 deveria ser o mesmo valor para as duas. Assim, a decisão da Aneel de aumentar o porcentual de revisão tarifária da Bandeirante também fez com que fosse elevado o porcentual de revisão tarifária da Piratininga. O impacto dessa mudança na CPFL Piratininga foi de 1,2 ponto porcentual no reajuste médio de 10,79% autorizado nesta quinta.

Agencia Estado,

19 de outubro de 2006 | 12h05

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