Aneel confirma vitória do grupo Suez no leilão de Jirau

Homologação foi feita após a agência rejeitar recurso do consórcio perdedor, liderado por Furnas Odebrecht

LEONARDO GOY, Agencia Estado

22 de julho de 2008 | 11h28

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou o resultado do leilão da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia. Foi confirmada a vitória do consórcio Energia Sustentável do Brasil, liderado pela grupo franco-belga Suez. A homologação foi feita logo após a Aneel rejeitar o recurso do consórcio Jirau Energia, liderado por Furnas Odebrecht, contra o consórcio vencedor.O leilão de concessão da hidrelétrica de Jirau foi realizado em 19 de maio deste ano. O consórcio Energia Sustentável do Brasil é constituído por Suez (50,1%), Camargo Corrêa (9,9%), Eletrosul (20%) e Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf, 20%).  A proposta do grupo foi de R$ 71,40 por megawatt-hora (MWh), um deságio de 21,6% sobre o preço-teto estabelecido para a licitação, de R$ 91 por MWh. A capacidade instalada de Jirau é de 3.300 MW. A expectativa da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) é de que a usina comece a gerar energia comercialmente em janeiro de 2013. A última das 44 turbinas deverá entrar em operação em outubro de 2016. Recurso  A diretoria da Aneel rejeitou recurso administrativo apresentado pelo consórcio Jirau Energia (liderado por Furnas e Odebrecht) contra o consórcio Energia Sustentável do Brasil (liderado pela Suez), vencedor do leilão da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira. O recurso questionava supostos problemas na documentação apresentada pelo consórcio vencedor. Não se tratava, portanto, de um questionamento sobre a proposta da Suez de alterar em nove quilômetros o local de construção da usina. Ao todo, o grupo da Odebrecht apresentou sete argumentos que apontavam supostas falhas de procedimentos dos documentos. Todos foram negados pela Aneel. O relator do processo na Aneel, o diretor Edivaldo Santana, disse que não cabem mais recursos na esfera administrativa para esta questão. Segundo informaram fontes à Agência Estado, o consórcio da Odebrecht não deverá levar à Justiça esses questionamentos de documentos. Segundo estas fontes, o grupo deve aguardar a decisão do Aneel e do Ibama sobra questão a principal - que é o local da usina - para então decidir se entrará na Justiça.

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