Aneel dá 48 horas para Light explicar cortes de luz no Rio

Diversas ruas dos bairros de Ipanema, Leblon e Lagoa, na zona sul, ainda estão sem energia elétrica

Nicola Pamplona, de O Estado de S. Paulo,

24 de novembro de 2009 | 15h58

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) notificou nesta terça-feira, 24, a distribuidora Light a respeito dos constantes apagões em bairros do Rio e pode iniciar uma fiscalização específica sobre o tema. Neste momento, diversas ruas dos bairros de Ipanema, Leblon e Lagoa, na zona sul, estão sem luz. O fornecimento foi interrompido no meio da tarde de segunda-feira e funcionários da distribuidora ainda não conseguiram resolver o problema. Segundo a Aneel, a Light tem 48 horas para apresentar explicações.

 

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Dependendo da resposta, a agência mandará uma equipe técnica para verificar os equipamentos, com possibilidade de aplicação de uma multa de até 1% do faturamento da companhia.

 

Apagões localizados se tornaram frequentes no Rio nas últimas semanas, segundo a empresa, por conta do calor acima da média, que provoca aumento de consumo por geladeiras e aparelhos de ar condicionado, além de ampliar as perdas do sistema de energia.

 

Especialistas do setor, porém, dizem que a companhia errou nas projeções de consumo de energia e, por isso, a rede não tem capacidade para suportar a demanda de pico. A companhia alega que o crescimento da carga está superando as expectativas. No incidente ocorrido na segunda-feira, foram registrados problemas na rede subterrânea que abastece a região.

 

Consumo de energia no País atinge maior valor desde 2008

 

O consumo nacional de energia elétrica caiu 1,1% em outubro de 2009 em relação a outubro de 2008, totalizando 33.722 gigawatts-hora (GWh), o maior valor desde dezembro do ano passado, informou há pouco a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em seu boletim mensal sobre o mercado de energia. De acordo com a EPE, o fato de o consumo total de energia ter atingido o maior volume em quase um ano pode ser entendido como um sinal de recuperação do País da crise econômica.

 

O boletim apontou que as classes residencial e comercial mantiveram evolução positiva em outubro, de 5% e 4,9%, respectivamente, em relação a um ano antes, enquanto o consumo industrial ainda apresenta variação negativa, de -6,2%, na mesma base de comparação.

 

De acordo com a EPE, o ritmo de crescimento do consumo de energia elétrica em residências e no comércio fez com que fosse alterado pela primeira vez a estrutura do mercado brasileiro de energia, com a elevação das participações dos consumos residencial e comercial, em detrimento ao consumo industrial.

 

(com Kelly Lima, da Agência Estado)

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